Silvio Almeida nega pela 1ª vez acusações de importunação sexual após denúncia da PGR
Ex-ministro diz que ficou em silêncio por orientação e afirma que apresentará defesa e provas na Justiça; caso está sob análise do STF
02/04/2026 às 08:44por Redação Plox
02/04/2026 às 08:44
— por Redação Plox
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O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida negou, pela primeira vez de forma pública, as acusações de importunação sexual contra mulheres. A manifestação ocorre após ele ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em um caso que envolve, entre outras mulheres, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Declaração marca primeira fala pública direta de Silvio Almeida sobre o caso após denúncia apresentada pela PGR
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Ex-ministro diz que optou por não falar por orientação e respeito ao processo
Eu fiquei em silêncio até aqui por responsabilidade, por respeito à dor da minha família, por respeito à lei, uma vez que a investigação corre em sigilo e eu respeito isso
Silvio Almeida
Na gravação, o ex-ministro também disse que uma manifestação antecipada poderia “intensificar a violência” contra ele e seus familiares.
Defesa será apresentada na Justiça, afirma Almeida
Almeida declarou que pretende se defender formalmente no processo e apresentar provas. Ele sustenta que só agora terá condições de exercer a defesa de maneira efetiva no âmbito judicial e afirma que vai expor sua versão dos fatos diante de um juiz e com seus advogados.
No vídeo, o ex-ministro também afirmou que a situação teria sido usada para afastá-lo da vida política e disse que, durante o inquérito, na prática, não pôde se defender, mas que agora poderá.
PGR denunciou Almeida ao STF; Corte avaliará abertura de ação penal
A manifestação ocorre após a PGR denunciar Almeida ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de importunação sexual contra Anielle Franco. A acusação, segundo o texto, tem base em relatos reunidos ao longo de uma investigação conduzida por órgãos federais.
O caso se tornou público depois de denúncias de mulheres que relataram episódios de comportamento inadequado atribuídos ao então ministro. Isso levou à abertura de investigação e, posteriormente, ao seu afastamento do cargo. Desde então, ele vinha se manifestando apenas por meio de sua defesa, negando as acusações.
Com a denúncia formal, caberá agora ao STF analisar se há elementos para abrir ação penal. A etapa marca o avanço do caso na esfera judicial, onde Almeida afirma que pretende apresentar sua versão.