Jorge Messias diz ao Senado que atuará com independência se for aprovado para o STF
Indicado por Lula para vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso, advogado-geral da União afirma que o cargo exige respeito absoluto à separação dos Poderes
02/04/2026 às 07:34por Redação Plox
02/04/2026 às 07:34
— por Redação Plox
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Em carta enviada ao Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) exige “respeito absoluto à separação dos Poderes” e disse que pretende atuar com independência e imparcialidade. Messias foi indicado para uma vaga no Supremo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Indicação foi encaminhada ao Senado nesta quarta-feira
Jorge Messias, indicado para uma vaga no STF
Foto: Emanuelle Sena/ AscomAGU
Carta destaca distanciamento institucional e serenidade decisória
– Acredito firmemente que o fortalecimento das instituições, o respeito às leis e o diálogo entre os Poderes são os pilares da democracia e da harmonia institucional. Tenho absoluta consciência de que o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal exige distanciamento institucional, serenidade decisória e respeito absoluto à separação dos Poderes – afirmou Messias no documento, assinado em 3 de março.
Jorge Messias
Compromisso com independência, imparcialidade e a Constituição
No documento, Messias também disse que pretende atuar guiado por valores pessoais e mencionou ser “filho de pais evangélicos”.
– Meu compromisso, se aprovado por esta Casa, é o de exercer a jurisdição constitucional com independência, imparcialidade e fidelidade à Constituição e observância à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), e guiado pelos valores que me formam: a fé, a família, o trabalho, a ética no serviço público, a justiça e o amor ao Brasil – apontou.
Três diretrizes citadas para eventual atuação no STF
Messias explicou ainda que, se for aprovado, pretende concentrar sua atuação em três diretrizes: fortalecimento da segurança jurídica; promoção do diálogo interinstitucional em temas estruturantes; e defesa responsável do equilíbrio fiscal e da previsibilidade orçamentária.