Advocacia do Senado contesta ação da família de Alexandre de Moraes contra Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado
Defesa afirma que as declarações do senador ocorreram no exercício do mandato e estariam protegidas pela imunidade parlamentar; processo corre na Justiça de São Paulo.
02/06/2026 às 17:59por Redação Plox
02/06/2026 às 17:59
— por Redação Plox
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A Advocacia do Senado Federal apresentou contestação à ação movida pela esposa e pelos filhos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado.
Segundo a defesa, as falas questionadas foram feitas no exercício do mandato e estariam protegidas pela imunidade parlamentar. A informação foi divulgada pelo Metrópoles e também repercutida por outros veículos.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasi
No documento
No documento, os advogados do Senado sustentam que Vieira não associou diretamente os familiares de Moraes ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa afirma que o senador fez referência ao contrato firmado entre o escritório da família do ministro e o Banco Master ao defender que os fatos deveriam ser apurados pela CPI.
A ação foi apresentada por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e pelos filhos Giulliana e Alexandre Barci de Moraes. Eles pedem indenização por danos morais em razão de declarações dadas pelo senador em entrevista ao SBT News, em março. O processo tramita na Justiça de São Paulo, segundo informações divulgadas por veículos nacionais. ([Folha de S.Paulo][2])
Na manifestação
Na manifestação, a Advocacia do Senado argumenta que a entrevista ocorreu em razão da atuação de Alessandro Vieira como relator da comissão. Por isso, segundo a defesa, as opiniões, votos e declarações relacionadas aos trabalhos parlamentares também estariam cobertos pela prerrogativa constitucional.
A defesa também afirma que o senador não imputou crime à família do ministro e que a fala teria tratado de uma crítica moral à circulação de recursos ligada ao Banco Master. Para os autores da ação, no entanto, a declaração teria associado familiares de Moraes a uma organização criminosa.
A CPI do Crime Organizado
A CPI do Crime Organizado encerrou os trabalhos em 14 de abril. O relatório elaborado por Alessandro Vieira, que pedia o indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República, foi rejeitado por 6 votos a 4, e a comissão terminou sem aprovação de um texto final.
Com a contestação apresentada, caberá à Justiça de São Paulo analisar os argumentos da Advocacia do Senado e decidir sobre o pedido de indenização feito pela família de Alexandre de Moraes.