EMS anuncia Ozivy, primeira caneta brasileira de semaglutida, com preço inicial de R$ 452 e previsão de venda em 15 de junho
Produto teve registro publicado pela Anvisa em 26 de maio de 2026 para diabetes tipo 2, e a empresa estima investimento total de R$ 863,23 nos primeiros 90 dias de tratamento.
02/06/2026 às 13:29por Redação Plox
02/06/2026 às 13:29
— por Redação Plox
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A farmacêutica EMS anunciou que vai colocar no mercado, a partir de 15 de junho, a primeira caneta brasileira de semaglutida, batizada de Ozivy, com preços a partir de R$ 452. A divulgação foi feita em um evento fechado voltado a pessoas ligadas ao setor, e os valores informados pela empresa indicam uma estratégia de entrada abaixo do preço praticado hoje por produtos importados com a mesma substância.
Ozivy, novo medicamento injetável da EMS
Foto: EMS/Divulgação
O anúncio ocorre poucos dias após a definição do teto de preço para o Ozivy no Brasil. A CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), ligada à Anvisa, estabeleceu preço máximo de fábrica de R$ 803,44 para a apresentação com uma caneta, em linha com o limite aplicado aos concorrentes Ozempic e Wegovy. O valor final ao consumidor, porém, pode variar conforme impostos e políticas comerciais de cada empresa e rede de farmácias.
Quanto deve custar o tratamento no início
Na comunicação apresentada pela EMS, o plano comercial foi desenhado para cobrir os três primeiros meses do tratamento. Com essa proposta, o investimento total para 90 dias ficaria em R$ 863,23, o que representa um custo médio informado de aproximadamente R$ 287 por mês no começo da terapia.
EMS divulga valor da semaglutida produzida no Brasil
Foto: Arquivo Pessoal
Registro na Anvisa e contexto do mercado
O Ozivy teve o registro publicado pela Anvisa em 26 de maio de 2026, como uma caneta de semaglutida sintética para diabetes tipo 2, dentro do grupo de medicamentos conhecidos como GLP-1. Com a autorização regulatória e a definição do teto de preço, o produto passa a ter caminho para chegar às farmácias, conforme o cronograma anunciado pela empresa.
Especialistas reforçam que medicamentos com semaglutida devem ser usados com acompanhamento médico, tanto para indicação adequada quanto para manejo de efeitos adversos e ajuste de dose. A expectativa do setor é que a entrada de versões produzidas no país aumente a concorrência e pressione preços, em um mercado marcado por alta demanda.
A EMS não detalhou, até a publicação desta matéria, como será a distribuição inicial por estados e redes de varejo farmacêutico. A comercialização a partir de 15 de junho dependerá da logística e do abastecimento nas farmácias.