Polícia Civil indicia homem por feminicídio após morte de mulher atacada enquanto dormia na zona rural de Indaiabira
Inquérito da PCMG aponta que a vítima, de 47 anos, foi agredida na cabeça e no rosto durante a madrugada; o companheiro, de 53, foi indiciado por feminicídio qualificado.
02/06/2026 às 10:12por Redação Plox
02/06/2026 às 10:12
— por Redação Plox
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito sobre a morte de uma mulher de 47 anos, registrada na zona rural de Indaiabira, no Norte de Minas, e indiciou o companheiro dela, de 53, por feminicídio qualificado. O crime ocorreu em 14 de maio de 2026, dentro da casa da família, e o suspeito foi preso em flagrante, segundo a corporação.
Caso foi apurado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Taiobeiras
Foto: Polícia Civil/Divulgação
De acordo com a PCMG, a apuração aponta que a vítima dormia quando foi atacada durante a madrugada e sofreu agressões na cabeça e no rosto com um pedaço de madeira. Após o crime, o homem fugiu e acabou localizado pela Polícia Militar em uma área de mata nas proximidades da propriedade.
Histórico de violência e laudos no inquérito
As diligências, conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Taiobeiras, reuniram relatos de testemunhas sobre episódios recorrentes de violência doméstica e familiar. Ainda segundo a polícia, foi identificado que, cerca de três meses antes do assassinato, a mulher procurou atendimento médico por ferimentos na cabeça que exigiram sutura, ocasião em que informou ter sofrido uma queda — versão que, conforme a investigação, pode estar relacionada ao contexto de agressões dentro de casa.
Os laudos periciais também indicaram lesões antigas, em diferentes estágios de evolução, o que, para a PCMG, reforça a suspeita de agressões anteriores. A polícia informou ainda que o investigado já havia sido preso em 2022 por tentativa de feminicídio contra a mesma companheira.
Qualificação do crime e próximos passos
Com base no conjunto de provas e nos laudos, a PCMG afirma que foram afastadas versões apresentadas pelo investigado sobre queda acidental. Ele foi indiciado por feminicídio qualificado por meio cruel e pelo recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.