Governo de Minas divulga nova lista com 12 foragidos prioritários do programa Procura-se
Sétima edição foi apresentada nesta segunda-feira (01/06) junto ao balanço parcial da operação Cerco Fechado, que reúne forças estaduais e federais.
02/06/2026 às 11:52por Redação Plox
02/06/2026 às 11:52
— por Redação Plox
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O Governo de Minas Gerais tornou pública, nesta segunda-feira (01/06), uma nova relação com os 12 foragidos considerados prioritários para o sistema de segurança do estado. A divulgação marca a sétima edição do programa Procura-se e ocorreu junto ao balanço parcial da operação Cerco Fechado, que mobiliza equipes estaduais e federais no enfrentamento a facções criminosas.
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De acordo com as autoridades, os investigados são apontados em apurações que envolvem crimes como homicídio, roubos e tráfico de drogas. Parte dos alvos também é associada a ocorrências de explosões de caixas eletrônicos e ataques a instituições bancárias. Entre os nomes, quatro têm atuação concentrada no Leste e no Nordeste mineiro, em municípios como Manhuaçu, Teófilo Otoni, Araçuaí, Nanuque e Serra dos Aimorés.
Foto: PCMG / Divulgação
Programa reúne forças de segurança e aceita denúncias anônimas
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), responsável pela iniciativa, informou que 61 dos 74 nomes divulgados em listas anteriores foram presos. O Procura-se é coordenado pela secretaria e conta com apoio das polícias Civil, Militar e Penal, além do Corpo de Bombeiros.
As informações sobre os foragidos podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 181.
Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG
Quem são os 12 mais procurados de Minas Gerais
Adilson José da Silva Junior, 38 anos (Dadinho, Didi) — investigado por homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e falsificação de documento público. Atuação: Cabana (BH) e Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Caio Filipe da Silva Ribeiro, 34 anos (D'Minas) — investigado por roubo e receptação. Atuação: Além Paraíba (MG).
Douglas Raian Esteves Paulino, 34 anos (Astronauta, Astro) — investigado por homicídio, roubo e porte ilegal de arma de fogo. Atuação: Juiz de Fora (MG).
Douglas Silva Amaral, 38 anos (DG) — investigado por homicídio, roubo e organização criminosa. Atuação: Araçuaí e Teófilo Otoni (MG).
Gabriel Cezar Alves de Oliveira, 27 anos (Biel) — investigado por homicídio, organização criminosa, tráfico de drogas e tortura. Atuação: Manhuaçu (MG).
Gustavo Rodrigues Esteves, 30 anos (Gu19) — investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e ameaça. Atuação: Região Metropolitana de BH e Teófilo Otoni (MG).
José Pereira da Silva Neto, 40 anos (Gordão, Pereira) — investigado por tráfico de drogas, homicídio e organização criminosa. Atuação: Barreiro (BH) e Região Metropolitana de BH.
Michael Doolevah Mendes Pereira, 28 anos (Gorila, Gorilão) — investigado por roubo e porte ilegal de arma de fogo. Atuação: Barreiro (BH) e Região Metropolitana de BH.
Paulo Henrique Rodrigues Lima, 38 anos (PH) — investigado por homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. Atuação: Zona Leste de BH e Região Metropolitana de BH.
Ronald Alves de Oliveira Santos, 24 anos (RN, General, Gordo) — investigado por homicídio, organização criminosa e tráfico de drogas. Atuação: Nanuque e Serra dos Aimorés (MG).
Ronan de Freitas, 39 anos (Carbono) — investigado por homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Atuação: Visconde do Rio Branco (MG).
Warley Fernando Alves de Almeida, 37 anos (Manchinha) — investigado por homicídio, organização criminosa e tráfico de drogas. Atuação: Vista Alegre (BH) e Região Metropolitana de BH.
Cerco Fechado segue sem data para terminar, diz governo
Durante a apresentação do balanço parcial, o governador Mateus Simões afirmou que a Cerco Fechado foi desenhada como uma ação de longo prazo, voltada a impedir o domínio territorial por grupos criminosos e a enfraquecer a atuação dessas organizações com policiamento nas ruas.
“É uma operação estruturada de longo prazo, que tem como objetivo garantir que, em Minas Gerais, não haja domínio de território e para que a presença das facções seja asfixiada financeira e fisicamente pela presença da polícia na rua. Não estamos falando de uma operação de busca de alvos, ainda que esse tipo de resultado também seja trazido durante as ações dos militares”
Mateus Simões
As ações, segundo o governo, ocorrem em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni, com participação de forças estaduais e federais.
Números divulgados no balanço parcial
Até a manhã desta segunda-feira, o Governo de Minas informou os seguintes resultados:
46 pessoas detidas; 38 prisões ratificadas; 4 adolescentes apreendidos; 9 armas de fogo recolhidas; 93 munições apreendidas; R$ 27 mil apreendidos; 73 mandados de busca e apreensão cumpridos; 914 celas vistoriadas em unidades prisionais; 53 celulares encontrados nas revistas; 907 porções de drogas apreendidas.