PF mira grupo de Uberlândia suspeito de tráfico internacional de cocaína e lavagem de R$ 70 milhões
Ação cumpriu mandados em Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul e apura ligação com apreensões de cocaína e movimentação financeira investigada pela corporação.
02/06/2026 às 08:46por Redação Plox
02/06/2026 às 08:46
— por Redação Plox
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2 de junho), a Operação Mens Occulta contra um grupo criminoso sediado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, suspeito de atuar no tráfico internacional de cocaína e na lavagem de dinheiro. Segundo a PF, a investigação liga a organização à apreensão de cerca de 2,9 toneladas de cocaína em 11 flagrantes registrados ao longo da apuração.
Operação Mens Occulta cumpre 74 mandados em Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul
Foto: PF/Divulgação
Mandados são cumpridos em três estados
Ao todo, 230 policiais federais cumprem 25 mandados de prisão preventiva e 49 de busca e apreensão em cidades de Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. As ordens foram autorizadas pela Justiça Federal em Uberlândia.
Em Minas, a operação ocorre em Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte. Também há cumprimento de mandados em Cariacica, no Espírito Santo, além de Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Apenas em Uberlândia, principal base da investigação, são 29 mandados de busca e apreensão.
PF de Uberlândia informou que grupo lavava dinheiro do tráfico com ranchos e outros bens de luxo
Foto: PF/Divulgação
Cocaína teria origem na fronteira com a Bolívia
De acordo com a Polícia Federal, a cocaína apreendida ao longo das investigações era proveniente da região de Corumbá, município sul-mato-grossense localizado na fronteira com a Bolívia. A corporação afirma que o grupo mantinha uma estrutura logística para transporte e distribuição dos entorpecentes, com base operacional em Uberlândia.
A investigação também aponta que a organização teria movimentado aproximadamente R$ 70 milhões em valores sem lastro financeiro compatível nos últimos cinco anos. Relatórios de inteligência financeira indicaram, segundo a PF, indícios de uso de empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.
Operação Mens Occulta também apreendeu motos aquáticas e veículos de luxo
Foto: PM/Divulgação
Bens de luxo entram na mira da investigação
Ainda conforme a Polícia Federal, o dinheiro suspeito era usado na aquisição de bens de alto valor, como ranchos, apartamentos, cavalos de raça, embarcações e veículos. O nome da operação, Mens Occulta, significa “mente oculta” em latim e faz referência, segundo a corporação, à forma de atuação atribuída ao líder do grupo, que evitaria exposição direta e manteria familiares afastados das atividades investigadas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A operação segue em andamento, e novos balanços podem ser divulgados pela Polícia Federal ao longo do dia.