Toyota entra na fase final de saída de Indaiatuba e ainda não define destino da fábrica após 28 anos

Montadora diz que a destinação do imóvel será definida oportunamente e mantém o foco na migração para Sorocaba e nas pessoas envolvidas no processo.

02/06/2026 às 07:03 por Redação Plox

A Toyota do Brasil entrou em junho na etapa final do processo de transferência das operações industriais de Indaiatuba (SP) para Sorocaba (SP). Apesar do cronograma avançado, a montadora afirma que ainda não decidiu o que fará com a planta que operou por 28 anos no município e produziu o Corolla no país.

Imagem de 2016 da fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP)

Imagem de 2016 da fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP).

Foto: Divulgação


Em nota enviada à imprensa, a empresa declarou que a destinação futura do imóvel

será definida oportunamente e que, neste momento, o foco está em concluir a migração das atividades e “cuidar das pessoas envolvidas no processo”.
A unidade de Indaiatuba foi inaugurada em 1998 e, desde então, ultrapassou a marca de 1 milhão de unidades do Corolla fabricadas, segundo a própria Toyota.

Transferência para Sorocaba e reorganização industrial

A mudança faz parte do ciclo de investimentos de R$ 11 bilhões anunciado pela Toyota para o Brasil, com previsão até 2030, voltado à expansão e modernização do complexo industrial em Sorocaba. A estratégia, segundo informações divulgadas à época do anúncio, é concentrar a produção e integrar melhor processos e fornecedores no interior paulista.

A montadora aponta limitações de modernização e expansão em Indaiatuba, argumentando que uma atualização profunda exigiria interrupções relevantes na produção e enfrentaria restrições físicas para ampliar a planta. Com a consolidação em Sorocaba, a empresa sustenta que ganha escala, atualização tecnológica e mais eficiência logística e produtiva.

Impacto para trabalhadores e acordos

Com o encerramento das atividades em Indaiatuba, trabalhadores puderam optar por transferência para Sorocaba ou por adesão a um plano de demissão voluntária, em negociação que envolveu o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região. A unidade chegou a empregar cerca de 1,5 mil pessoas ao longo de sua operação recente, conforme reportado por veículos do setor e pela imprensa.

Até o momento, não há confirmação pública de qual será o destino do espaço industrial em Indaiatuba após o fim das operações. A Toyota mantém a posição de que a decisão será comunicada apenas quando houver definição formal.

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