Ouro sobe 6,9% e prata avança 11,7% após dois dias de fortes quedas
Metais preciosos recuperam parte das perdas em meio a correções, volatilidade no mercado futuro e expectativa sobre o Federal Reserve
03/02/2026 às 16:24por Redação Plox
03/02/2026 às 16:24
— por Redação Plox
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Após dois dias de fortes quedas, os preços do ouro e da prata voltaram a subir nesta terça-feira (3), em um movimento que recolocou o metal dourado no caminho da maior valorização diária desde novembro de 2008, à medida que investidores voltaram a aproveitar níveis de preço mais baixos.
Barras de ouro
Foto: Freepik
Por volta das 14h (horário de Brasília), o ouro à vista avançava 6,9%, negociado a US$ 4.985,44 por onça.
A cotação se recuperava da mínima registrada na véspera, de US$ 4.403,24, embora ainda permanecesse abaixo do recorde histórico alcançado na semana passada, de US$ 5.594,82. No mercado futuro, os contratos de ouro para entrega em abril subiam 7,7%, para US$ 5.011 por onça.
Ouro e prata reagem após fortes perdas
A alta foi ainda mais intensa no mercado de prata. O metal avançava 11,7%, cotado a US$ 88,74 por onça, após ter acumulado uma queda de 27% na sexta-feira e um novo recuo de 6% na sessão de segunda-feira.
Para Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, as perdas recentes fazem parte de um ajuste dentro de uma tendência mais ampla. Segundo ele, os fatores que sustentaram a valorização do ouro nos últimos anos seguem presentes.
Grant avalia que o mercado pode passar por um período de estabilização, com o patamar de US$ 4.400 funcionando como referência de suporte e a região próxima de US$ 5.100 como um possível limite de resistência.
Expectativas com o Federal Reserve influenciam mercado
Os metais preciosos haviam recuado nos últimos dias após a indicação de Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), no lugar de Jerome Powell, que deixará o cargo em maio.
A expectativa do mercado é de que Warsh apoie cortes de juros, mas adote uma postura mais restritiva em relação ao tamanho do balanço do banco central americano.
Outro fator que pressionou as cotações foi a decisão da CME Group de elevar as exigências de margem para contratos futuros de metais preciosos, o que tende a reduzir a alavancagem dos investidores.
Perspectivas para o ouro como ativo de proteção
Apesar da volatilidade recente, analistas seguem projetando a continuidade do movimento de alta no médio e longo prazo, com possibilidade de novos recordes ao longo do ano.
Jeffrey Christian, sócio-gerente da CPM Group, afirma que a expectativa é de retomada gradual da valorização, à medida que persistem as preocupações dos investidores com o cenário econômico e político.
O ouro costuma ser visto como uma forma de proteção em momentos de incerteza e, historicamente, tende a se beneficiar de ambientes de juros mais baixos.
Outros metais também registram alta
Em meio a esse cenário, o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos informou que o relatório de emprego de janeiro não será divulgado nesta sexta-feira, em razão da paralisação parcial do governo federal.
Entre outros metais, a platina à vista subia 6%, negociada a US$ 2.248,20 por onça, enquanto o paládio avançava 4,8%, para US$ 1.802,43.