Gerente de supermercado é preso por vender carne vencida na Barra da Tijuca

Polícia Civil encontrou cerca de 200 quilos de carne imprópria e aponta troca de etiquetas de validade para prolongar a venda

03/02/2026 às 17:44 por Redação Plox

O gerente de um supermercado foi preso em flagrante nessa segunda-feira (2/2), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, por misturar e vender carne imprópria para consumo. A ação foi conduzida por policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon), após informações sobre possíveis irregularidades no estabelecimento.


De acordo com os agentes da Polícia Civil, as etiquetas com informações sobre validade eram trocadas para prolongar o prazo de venda

De acordo com os agentes da Polícia Civil, as etiquetas com informações sobre validade eram trocadas para prolongar o prazo de venda

Foto: Divulgação/ PCRJ

Durante a fiscalização, os agentes localizaram cerca de 200 quilos de carne vencida, que foram imediatamente descartados. De acordo com a investigação, as etiquetas com datas de validade eram trocadas para prolongar o período de comercialização das carnes, colocando em risco a saúde dos consumidores.

Funcionários relatam reetiquetagem com base na aparência

Funcionários do supermercado relataram que a revalidação das etiquetas era feita apenas com base na aparência e na coloração das carnes, sem qualquer critério técnico ou sanitário. A prática, segundo a apuração, era utilizada para dar aparência de regularidade a produtos já vencidos.

Produtos vencidos também foram encontrados na padaria

Na área da padaria do estabelecimento, os policiais encontraram outros produtos vencidos, alguns deles com duas etiquetas de validade, o que indicaria nova tentativa de prolongar o prazo de exposição nas prateleiras.

Gerente é autuado por crimes contra o consumidor

Após a inspeção, o gerente foi conduzido à delegacia e preso em flagrante. Ele vai responder por crimes contra a ordem tributária, contra as relações de consumo e por falsificação e adulteração de alimentos, em razão da venda de produtos impróprios para consumo e da manipulação das datas de validade.

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