Polícia mira quadrilha que vendia CNH falsa em site que imitava plataforma do governo

Mandados de busca em São Paulo apuram esquema de falsificação e comercialização de documentos públicos por páginas fraudulentas na internet

03/03/2026 às 09:47 por Redação Plox

Uma quadrilha especializada na falsificação de documentos públicos foi alvo de quatro mandados de busca e apreensão cumpridos pela 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) na manhã desta terça-feira (3/3), em São Paulo.

A investigação apura um esquema sofisticado de fraude envolvendo a emissão e a comercialização de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) falsas.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo criou um site com layout praticamente idêntico ao da plataforma oficial do governo, induzindo vítimas ao erro. A página era usada para produzir e vender documentos digitais falsificados.

Com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, além do cumprimento dos mandados judiciais, as equipes também atuam na remoção das páginas fraudulentas da internet. *

Esquema surgiu após prisão em flagrante em shopping de luxo

As investigações começaram com a prisão em flagrante de um casal que apresentou uma CNH digital e um cartão em uma loja de um shopping de luxo no Lago Norte, no final de 2025. A partir dos documentos apreendidos, os policiais conseguiram identificar o site utilizado para a obtenção das CNHs fraudulentas.

Responsáveis pelo site e documentos são identificados

Com o avanço das diligências, os investigadores localizaram um homem e uma mulher responsáveis pela manutenção do site e pela confecção dos documentos falsos. Durante as apurações, foram encontrados diversos documentos adulterados com dados de moradores do Distrito Federal.

“A falsificação e a comercialização de documentos públicos atingem diretamente a credibilidade das instituições estatais. Além disso, o uso indevido desses documentos facilita a prática de outros crimes, ampliando significativamente o dano social e institucional”, disse o delegado-adjunto da 9ª DP, Ronney TeixeiraDelegado-adjunto da 9ª DP, Ronney Teixeira

Penas podem chegar a 16 anos de prisão

Os investigados poderão responder por falsificação de documento público e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 16 anos de reclusão, além de multa, conforme a legislação aplicada aos crimes em apuração.

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