Prazo da janela partidária para as eleições de 2026 se encerra nesta sexta-feira
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Um detento de 28 anos foi assassinado dentro da Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé. O principal suspeito é o colega de cela, que confessou o crime. O caso ocorreu na quinta-feira (2) e é investigado pela Polícia Civil.
A vítima foi identificada como Deylon Moura Santos, conhecido como “DL”. Ele era apontado como possível cúmplice no assassinato de Douglas Cristóvão, registrado anteriormente na mesma penitenciária.
O autor do crime, cuja identidade não foi divulgada, já havia sido indiciado por outro homicídio dentro do presídio, em janeiro deste ano.
Foto: Divulgação
O autor do crime, cuja identidade não foi divulgada, já havia sido indiciado por outro homicídio dentro do presídio, em janeiro deste ano.
De acordo com o delegado Tayrone Espíndola, as circunstâncias e a motivação do assassinato ainda estão sendo apuradas. Informações preliminares indicavam que os dois detentos mantinham boa convivência, o que, segundo a investigação, levanta dúvidas sobre o motivo do desentendimento.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que foi aberto um procedimento administrativo interno para investigar o ocorrido. O órgão também destacou que Deylon tinha passagens pelo sistema prisional desde 2015 e havia sido transferido para a penitenciária em agosto de 2025.
O crime chamou a atenção pela violência. O corpo da vítima foi encontrado com sinais de mutilação, incluindo olhos arrancados e língua cortada. A perícia acredita que a morte tenha ocorrido por asfixia, mas exames do Instituto Médico Legal (IML) devem confirmar se as agressões aconteceram antes ou depois do óbito.
Segundo a investigação, o homicídio apresenta características semelhantes ao caso registrado em janeiro, quando o mesmo detento foi indiciado por matar Douglas Cristóvão. Na ocasião, ele alegou ter cometido o crime após sofrer hostilizações relacionadas à orientação sexual e ameaças de integrantes do Comando Vermelho.
Com o novo registro, o suspeito deverá ser novamente indiciado. Já a apuração sobre a possível participação de Deylon no primeiro crime será encerrada devido à morte dele.