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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos, acusada de matar o próprio marido, Valdir Schumann, de 44, com um tiro de espingarda após uma discussão dentro da casa onde o casal vivia, na zona rural de Cafelândia, no Oeste do estado.
De acordo com a investigação, após o disparo, a mulher tentou simular que a morte teria sido acidental
Foto: Reprodução
Segundo a denúncia apresentada pelo MPPR, o crime ocorreu em 12 de março de 2026, na residência do casal. A briga teria começado enquanto Valdir assistia a um filme. Conforme a acusação, Jaqueline disse que desligaria o roteador e a televisão para que todos fossem dormir, mas o marido não aceitou.
De acordo com o Ministério Público, após a recusa, Jaqueline foi até outro cômodo, pegou uma espingarda e atirou contra Valdir, que morreu no local. O caso é atribuído à comarca de Nova Aurora, responsável pela região.
A apuração também aponta que, depois do disparo, a acusada teria tentado simular que a morte havia sido acidental. Conforme a investigação, ela alterou a cena e posicionou a arma sobre a cama para sustentar a versão de que o marido teria atirado contra si mesmo enquanto limpava o equipamento.
A hipótese, porém, foi descartada após análises periciais, que indicaram inconsistências na narrativa apresentada.
Entre os elementos citados na investigação está o relato do filho do casal, de 13 anos, que teria presenciado o crime e confirmado ao Conselho Tutelar que a mãe foi a autora do disparo.
Em manifestação divulgada pela Polícia Civil, também foi mencionado que, após o primeiro tiro, a mulher ainda teria tentado efetuar um segundo disparo, mas a arma falhou.
Na denúncia, o MPPR sustenta que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O órgão também aponta que o disparo ocorreu na presença do filho, o que caracterizaria situação de perigo comum.
Além do homicídio, a Promotoria denunciou Jaqueline por fraude processual, em razão da suposta tentativa de alterar a cena do crime.
O Ministério Público pede que a acusada seja levada a júri popular e solicita a fixação de pagamento mínimo de R$ 100 mil à família da vítima, como reparação. Jaqueline segue presa preventivamente, conforme informado nas publicações sobre o caso.