Prazo da janela partidária para as eleições de 2026 se encerra nesta sexta-feira
Prazo encerra período em que deputados podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato; levantamento aponta ao menos 60 movimentações até 1º de abril
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na quarta-feira (1º) a Operação Thánatos para apurar um suposto esquema de pagamento de propina a servidores da área da saúde com o objetivo de favorecer uma funerária na captação de clientes em Lages, na Serra catarinense.
Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, a apuração aponta que agentes públicos com acesso a ocorrências de morte teriam repassado, de forma antecipada, dados sobre óbitos registrados em atendimentos do Samu, em unidades de saúde e também em residências.
Com essas informações, representantes da funerária investigada conseguiriam chegar antes aos familiares. De acordo com o MPSC, essa dinâmica violaria o sistema de rodízio municipal de serviços funerários.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram encontrados R$ 80 mil em espécie
Foto: MPSC/Divulgação
A operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça na comarca de Lages. O material recolhido durante as diligências deve ser analisado para aprofundar as investigações.
O nome “Thánatos” faz referência à figura da mitologia grega associada à morte, em alusão ao foco da apuração, que mira suspeitas de corrupção envolvendo o atendimento público e a atuação de empresa do setor funerário no município.
Até a publicação desta matéria, não havia divulgação oficial de nomes de investigados nem informação sobre prisões relacionadas à operação.