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Rio de Janeiro - RJ pode enfrentar um cenário incomum em 2026, com duas eleições ligadas ao comando do Palácio Guanabara no mesmo ano. A definição, porém, ainda passa pelo Supremo Tribunal Federal, que marcou para 8 de abril o julgamento sobre a forma de escolha do governador para o mandato-tampão até 31 de dezembro. O primeiro turno da eleição regular no país está previsto para 4 de outubro.
Palácio da Guanabara
Foto: Reprodução
A crise sucessória foi aberta depois que o então vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado e, em seguida, Cláudio Castro renunciou ao governo em 23 de março de 2026 para disputar o Senado. Com isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, passou a exercer interinamente o comando do estado.
A legislação fluminense sancionada em 12 de março prevê eleição indireta pela Assembleia Legislativa em caso de dupla vacância nos dois últimos anos de mandato. Pela norma, a votação deve ser convocada em até 48 horas e realizada no 30º dia após a vacância, além de exigir chapa com candidato a governador e vice. Esse desenho, se mantido, aponta para uma escolha ainda no primeiro semestre, separada da disputa ordinária de outubro.
O ponto que ainda está em aberto é se os eleitores irão às urnas antes de outubro ou se a decisão ficará restrita aos deputados estaduais. O PSD do Rio pediu ao STF que o mandato-tampão seja decidido por voto direto, enquanto a Corte já informou que o julgamento presencial do tema ocorrerá em 8 de abril.
A repetição dos mesmos candidatos nos dois pleitos também não está totalmente fechada, mas já aparece no horizonte político do estado. Eduardo Paes é nome posto para a eleição de outubro e seu partido defende a via direta para o mandato-tampão. Douglas Ruas, lançado pelo PL para a disputa regular, também afirmou que pretende concorrer caso o Supremo autorize eleição direta antes do pleito principal.