Rejeição de Jorge Messias no Senado prejudica articulação de Lula em Minas para 2026
Derrota por 42 a 34 surpreendeu o Planalto, gerou cobranças internas e colocou em xeque a confiança no senador mineiro Rodrigo Pacheco, apontado como peça-chave no plano eleitoral no estado.
03/05/2026 às 16:43por Redação Plox
03/05/2026 às 16:43
— por Redação Plox
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A rejeição do nome do advogado-geral da União Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) já provoca reflexos políticos em Minas Gerais e pressiona a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026. A derrota no Senado acendeu um clima de desconfiança entre aliados do governo, atingindo diretamente o senador Rodrigo Pacheco, considerado peça-chave no plano eleitoral petista no estado.
Surpreendeu o Palácio do Planalto
O placar da votação — 42 votos contrários e 34 favoráveis — surpreendeu o Palácio do Planalto, que contava com ao menos 41 apoios para aprovar a indicação. Após o resultado, integrantes da base governista passaram a buscar responsáveis pela derrota, e parte deles direcionou críticas ao grupo político ligado a Pacheco.
O senador mineiro mantém proximidade com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apontado por aliados de Lula como um dos principais articuladores contrários à indicação de Messias. Esse cenário aumentou a pressão interna e colocou em xeque a confiança política no parlamentar mineiro.
Pacheco, por sua vez
Pacheco, por sua vez, afirma que o episódio está superado e sustenta que atuou em apoio ao nome indicado pelo governo. Segundo a reportagem, ele participou de articulações, assinou nota favorável dentro de seu partido e esteve em agendas públicas ao lado de Messias. Mesmo assim, optou por não revelar como votou, alegando que mantém sigilo em votações desse tipo.
O impacto político se amplia em Minas Gerais
O impacto político se amplia em Minas Gerais, estado considerado estratégico nas eleições presidenciais. De acordo com o Metrópoles, aliados de Lula já avaliam alternativas ao plano principal de candidatura ao governo mineiro, diante da percepção de fragilidade na articulação local e da falta de definição clara de Pacheco.
Entre os nomes cogitados, aparece a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, embora ela tenha sinalizado preferência por disputar o Senado. O cenário evidencia dificuldades do PT em consolidar um palanque competitivo no estado, que concentra cerca de 16 milhões de eleitores.
As articulações políticas devem se intensificar nas próximas semanas
As articulações políticas devem se intensificar nas próximas semanas, especialmente diante dos prazos eleitorais que se aproximam. O governo tenta reorganizar sua base e evitar novos desgastes que possam comprometer a estratégia em Minas Gerais, considerada decisiva para o desempenho nacional nas eleições de 2026.