Cidade do Sul de Minas completa 38 anos sem assassinatos desde feminicídio de 1988
Último homicídio em São João da Mata foi registrado no início de abril de 1988; dados do TJMG apontam que o suspeito foi julgado em 1992 e, desde então, o município mantém baixos índices de criminalidade.
03/05/2026 às 11:32por Redação Plox
03/05/2026 às 11:32
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
O último homicídio registrado em São João da Mata, no Sul de Minas, ocorreu em 1988 e foi um caso de feminicídio que marcou a história da pequena cidade. Desde então, o município, que tem cerca de 3 mil habitantes, não voltou a registrar crimes contra a vida, acumulando 38 anos sem assassinatos.
Vista da pacata cidade
Foto: Divulgação
De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o crime aconteceu no início de abril daquele ano e vitimou Lourdes Rodrigues. O principal suspeito foi identificado como Francisco Bento de Paiva, companheiro da vítima à época. O caso resultou na abertura de inquérito em 5 de abril de 1988 e o acusado acabou sendo julgado anos depois, em 1992.
O episódio causou forte comoção entre os moradores, mas com o passar do tempo acabou se tornando pouco conhecido, especialmente entre as gerações mais jovens. Atualmente, uma parcela significativa da população sequer era nascida quando o crime ocorreu.
Na época do assassinato
Na época do assassinato, a legislação brasileira ainda não previa o crime de feminicídio, que só foi incluído no Código Penal em 2015, como forma de qualificar homicídios cometidos contra mulheres por razões de gênero. Em 1988, o caso foi tratado dentro das regras gerais de homicídio previstas na legislação vigente.
Fundada em 1962
Fundada em 1962, São João da Mata já passou mais da metade de sua história sem registrar assassinatos. Além disso, os índices de criminalidade são considerados baixos, inclusive nos crimes contra o patrimônio. Na última década, foram contabilizados 396 registros, entre furtos e roubos.
Especialistas apontam
Especialistas apontam que o perfil de cidade pequena, onde os moradores se conhecem, contribui para a manutenção da segurança. Ainda assim, o caso ocorrido no fim da década de 1980 permanece como um marco na memória local e reforça a singularidade do município no cenário da segurança pública em Minas Gerais.