Delação rejeitada de Daniel Vorcaro citava minuta de contrato de R$ 50 milhões ligada a escritório de esposa de Moraes

Proposta foi recusada pela PF em 20 de maio; defesa apresentou nova versão em 1º de junho à Polícia Federal e à PGR, segundo o Metrópoles. Documento mencionado não teria sido assinado e ainda depende de análise das autoridades.

03/06/2026 às 21:26 por Redação Plox

A primeira proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, rejeitada pela Polícia Federal em 20 de maio, citava um contrato de R$ 50 milhões entre uma empresa ligada ao banqueiro e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A informação foi revelada pela colunista Malu Gaspar, de O Globo, e reproduzida pelo Metrópoles.

Contrato teria sido elaborado antes da liquidação do Master

O documento, segundo as reportagens, teria sido preparado semanas antes da liquidação do Banco Master e da prisão de Vorcaro. A minuta previa o pagamento milionário ao escritório, mas não teria sido assinada. Por se tratar de informação presente em proposta de delação, o conteúdo ainda depende de análise das autoridades e não representa, por si só, confirmação dos fatos narrados.

Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e esposa

Foto: Reprodução

Nova proposta foi entregue à PF e à PGR

Após a rejeição da primeira versão, a defesa de Vorcaro apresentou uma nova proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. O material foi entregue em reunião na segunda-feira, 1º de junho, e, segundo o Metrópoles, inclui novos nomes que não apareciam na versão anterior.

Escritório já havia se manifestado sobre contrato anterior

O escritório Barci de Moraes já havia divulgado nota, em março, sobre outro contrato com o Banco Master, firmado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Na ocasião, a banca afirmou ter prestado

ampla consultoria e atuação jurídica com equipe de 15 advogados, 94 reuniões de trabalho e 36 pareceres e opiniões legais.
O escritório também declarou que nunca conduziu causa do Banco Master no âmbito do STF.

Banco Master foi liquidado pelo Banco Central

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de instituições do Conglomerado Master em novembro de 2025. Segundo o BC, a medida foi motivada por grave crise de liquidez e comprometimento significativo da situação econômico-financeira do grupo. O caso segue sob investigação, e eventual acordo de colaboração premiada ainda depende de análise das autoridades competentes.

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