Produção industrial brasileira volta a crescer em abril e registra alta de 0,7%, diz IBGE
Resultado frente a março marca o quarto mês seguido de avanço; pesquisa também aponta alta de 2,7% na comparação com abril de 2025.
03/06/2026 às 13:28por Redação Plox
03/06/2026 às 13:28
— por Redação Plox
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A indústria brasileira voltou a registrar crescimento em abril e manteve a sequência de resultados positivos observada desde o início do ano. Na comparação com março, já com ajuste sazonal, a produção avançou 0,7%, conforme a Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (3), no Rio de Janeiro.
Com esse desempenho, o setor completou quatro meses seguidos de alta e acumulou ganho de 4,4% no período. O nível de produção também passou a operar 4,7% acima do patamar de fevereiro de 2020, referência anterior aos efeitos da pandemia de Covid-19. Ainda assim, a indústria segue distante do máximo histórico: permanece 12,9% abaixo do recorde registrado em maio de 2011.
Indústria brasileira voltou a registrar crescimento em abril e manteve a sequência de resultados positivos observada desde o início do ano.
Foto: Pedro Henrique
Ramos extrativos e combustíveis lideram a expansão
Entre março e abril, o aumento se espalhou por mais da metade dos segmentos acompanhados: 14 de 25 atividades tiveram crescimento. Os maiores impulsos vieram das indústrias extrativas e do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, ambos com alta de 3,1%, em uma trajetória que já soma cinco meses consecutivos de avanço.
Ramos extrativos e combustíveis lideram a expansão.
Foto: TV BRASIL
De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado das extrativas foi influenciado pela produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minério de ferro. No caso do segmento ligado a combustíveis, pesaram a produção de álcool etílico e derivados de petróleo, com destaque para o óleo diesel.
Outros ramos também ajudaram a sustentar o saldo positivo do mês, como produtos de borracha e material plástico, produtos de madeira, produtos têxteis e máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Na divisão por grandes categorias econômicas, os bens intermediários cresceram 1,5%, enquanto os bens de capital registraram leve avanço de 0,1%.
Químicos puxam perdas e consumo durável interrompe sequência
Apesar da alta no indicador geral, 11 das atividades pesquisadas recuaram em abril. O principal impacto negativo veio de produtos químicos, que caíram 3,9%. Também houve retração em produtos farmoquímicos e farmacêuticos, máquinas e equipamentos, veículos automotores e metalurgia.
Nos agrupamentos por tipo de uso, os bens de consumo duráveis tiveram queda de 3,2%, encerrando uma sequência de três meses de crescimento. Já os bens de consumo semi e não duráveis recuaram 0,2%, igualmente após um período de resultados positivos.
Comparações anuais e próximos dados
Na comparação com abril de 2025, a produção industrial apresentou alta de 2,7%. Considerando o acumulado de janeiro a abril, o setor avançou 1,7% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Em 12 meses, a variação positiva acumulada chegou a 0,7%.
Segundo o IBGE, a próxima divulgação da Pesquisa Industrial Mensal, com os números de maio de 2026, está prevista para 3 de julho.