Coordenador religioso é denunciado por tentativa de estupro e assédio contra adolescente em Inhapim

Promotoria afirma que jovem de 16 anos foi atraída à casa do acusado com promessa de presente e conseguiu fugir após ser agarrada e beijada à força

04/02/2026 às 16:16 por Redação Plox

Um coordenador religioso, de 46 anos, foi denunciado por tentativa de estupro e assédio sexual contra uma adolescente de 16 anos em Inhapim, Minas Gerais. A Promotoria de Justiça da Comarca de Inhapim apresentou a denúncia nesta quarta-feira (4). Segundo o Ministério Público, o homem é celebrante da Igreja Católica e foi acusado pelos crimes de estupro tentado, favorecimento da prostituição ou exploração sexual de adolescente e assédio sexual. Os fatos teriam ocorrido em 15 de maio de 2025, no município de Inhapim.



Convite para “presente de aniversário” e violência

De acordo com a investigação, o denunciado exercia o cargo de coordenador religioso e mantinha relação de confiança com a comunidade. Ele teria convidado a adolescente para ir até sua casa sob o pretexto de entregar um presente de aniversário.

No local, conforme a denúncia, ele teria agido de forma repentina e violenta, agarrando a vítima, beijando-a à força e passando as mãos em suas partes íntimas, mesmo diante da recusa expressa da adolescente. O crime não se consumou porque a jovem conseguiu se desvencilhar e fugir do imóvel.

Mensagens pelo celular e assédio sistemático

A Promotoria aponta ainda que o homem se valeu de sua posição de liderança religiosa e da ascendência moral que exercia sobre a vítima para assediá-la de forma contínua. Segundo o Ministério Público, ele enviava mensagens pelo WhatsApp com conteúdo inadequado, manifestando interesse sexual, oferecendo presentes e insistindo para que a adolescente fosse até sua casa, conduta que caracterizaria aliciamento e exploração sexual.

O órgão ressalta que o denunciado teria se aproveitado de sua condição de superior hierárquico religioso, na função de celebrante da igreja, para constranger a adolescente, que se sentia coagida a manter as conversas por temer possíveis represálias.

Foto: Divulgação / TJMG

Processo criminal e possíveis penas

O acusado responderá ao processo na 2ª Vara Criminal da Comarca de Inhapim. Será marcada audiência de instrução e julgamento, na qual serão colhidas provas e depoimentos. Em caso de condenação, a pena pode variar de 16 a 30 anos de prisão.

Segundo a Promotoria, o padre responsável foi ouvido por conselheiras tutelares, acompanhado de um advogado da Diocese, e ambos se comprometeram a adotar medidas para afastar o denunciado de suas atividades junto à igreja.

O Ministério Público afirma que sua atuação reafirma o compromisso institucional com o enfrentamento rigoroso de crimes praticados contra crianças e adolescentes, especialmente quando envolvem abuso de confiança e posição de autoridade, buscando assegurar a proteção integral e a responsabilização penal por condutas que atentem contra a dignidade sexual e o desenvolvimento saudável de menores.

Posicionamento da Diocese

O chanceler da Cúria da Diocese de Caratinga informou ao PLOX que a instituição, até o momento, não recebeu comunicação oficial sobre o caso pelos seus canais internos. Segundo ele, a denúncia deve ser encaminhada à Comissão de Tutela de Menores e Vulneráveis, cujo acesso está disponibilizado no site da Diocese, onde constam orientações e o local para envio dessas denúncias.

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