CSN enfrenta entraves na venda de ativos enquanto dívida líquida chega a R$ 37,5 bilhões
Conversas com bancos seguem em fase preliminar e sem propostas vinculantes; Fitch rebaixou o rating da companhia e manteve observação negativa
04/02/2026 às 09:40por Redação Plox
04/02/2026 às 09:40
— por Redação Plox
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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) ainda avança lentamente na tentativa de vender ativos estratégicos, apesar da pressão financeira enfrentada pelo grupo. Segundo a Coluna Broadcast, do Estadão, negociações que poderiam levantar até R$ 18 bilhões seguem em estágio inicial, sem acordos formalizados.
Prédio da CSN
Foto: Divulgação
A situação ocorre em meio a um elevado nível de endividamento. A dívida líquida da CSN soma R$ 37,5 bilhões, conforme dados considerados pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, o que mantém a companhia sob atenção permanente de credores e investidores.
Negociações seguem em fase preliminar
De acordo com o Estadão, a CSN mantém conversas com bancos de investimento para estruturar possíveis transações. O Morgan Stanley e o Santander foram procurados para tratar de alternativas envolvendo a operação de cimentos (CSN Cimentos), enquanto Citi e Bradesco aparecem ligados a discussões sobre a entrada de sócios em ativos de infraestrutura.
Fontes do mercado ouvidas pela Coluna Broadcast afirmam, no entanto, que as tratativas ainda não passaram da fase preparatória, sem propostas vinculantes ou cronograma definido. Na avaliação de analistas citados pela publicação, isso indica que eventuais operações ainda não se traduzem em geração concreta de caixa no curto prazo.
Siderurgia não está à venda
Apesar de especulações recentes no mercado, a CSN informou que não há negociação envolvendo a venda da siderúrgica. O controlador do grupo, Benjamin Steinbruch, afirmou ao Estadão que a companhia avalia alternativas estratégicas, mas não mantém diálogo formal com possíveis compradores do ativo siderúrgico.
A alienação da siderurgia é considerada sensível por se tratar do núcleo operacional do grupo, e qualquer movimento nesse sentido representaria uma mudança estrutural relevante na empresa.
CSN Cimentos é apontada como alternativa mais viável
Entre os ativos avaliados, a CSN Cimentos é vista por analistas de mercado como a opção com maior potencial de atrair investidores ou sócios estratégicos. Segundo fontes ouvidas pela Coluna Broadcast, diferentemente dos ativos de infraestrutura — que exigiriam reorganização societária mais complexa —, a operação de cimentos possui estrutura mais simples, o que pode facilitar uma eventual transação.
Até o momento, porém, não há operações formalizadas ou anúncios oficiais.
Rebaixamento de rating reforça cautela do mercado
Em relatório recente, a Fitch Ratings rebaixou o rating de crédito da CSN de “BB” para “BB-”, mantendo a companhia sob Rating Watch Negative (observação negativa). A agência citou endividamento elevado, pressão sobre a geração de caixa e riscos associados ao refinanciamento da dívida como fatores determinantes para a decisão.
Segundo a Fitch, o risco financeiro permanece concentrado no nível da holding, o que tende a elevar as exigências de garantias por parte de credores e limitar a flexibilidade financeira do grupo.