Dólar abre em queda e Ibovespa inicia o dia sob atenção a dados do Brasil e dos EUA

Mercado monitora PMIs, ata do Copom sobre possível início de cortes da Selic em março e números da produção industrial, enquanto bolsas globais operam com volatilidade.

04/02/2026 às 09:10 por Redação Plox

O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (4), recuando 0,24% na largada, a R$ 5,2356. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: FreePik

Indicadores nos Estados Unidos e no Brasil

Nos Estados Unidos, o foco dos investidores se divide entre o relatório da ADP, que mede a criação de vagas no setor privado, e os índices de gerentes de compras (PMI) composto e de serviços, que captam o desempenho recente da atividade econômica.

No Brasil, a S&P Global divulga os PMIs de serviços e composto referentes a janeiro. O índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, registrando a expansão mais rápida em mais de um ano.

À tarde, o Banco Central apresenta o fluxo cambial, indicador que mostra quanto dinheiro em dólares entra e sai do país. Na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, a saída de recursos superou a entrada em US$ 638 milhões, reflexo sobretudo do resultado negativo da conta comercial.

Desempenho do dólar e do Ibovespa

Dólar

Acumulado da semana: +0,04%
Acumulado do mês: +0,04%
Acumulado do ano: -4,36%

Ibovespa

Acumulado da semana: +2,38%
Acumulado do mês: +2,38%
Acumulado do ano: +15,24%

Sinalização do Copom para corte de juros

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira, mostra que o Banco Central considera adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa básica de juros a partir do próximo encontro, marcado para março.

De acordo com o documento, essa avaliação se baseia em um conjunto amplo de informações, como o comportamento recente da inflação e sinais mais nítidos de que os juros elevados começam a produzir efeito sobre os preços, ainda que com defasagem.

A ata se refere à reunião realizada na semana passada, quando o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva. O patamar elevado da taxa básica permanece como o principal instrumento do Banco Central para conter as pressões inflacionárias, que atingem com mais força a população de menor renda.

O BC reforçou que, se o cenário esperado se confirmar, a flexibilização da política monetária deve começar em março. Ao mesmo tempo, ressaltou que o processo será conduzido com cautela, de modo a garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante.

A autoridade monetária não definiu, porém, o tamanho nem a duração do ciclo de cortes da Selic. Segundo a ata, essas decisões dependerão de novos dados e de uma leitura mais precisa das condições da economia.

No mercado financeiro, a expectativa predominante é de que o primeiro corte ocorra justamente na reunião de março, reduzindo a Selic para 14,5% ao ano. Para o fim de 2026, projeções apontam a taxa básica em 12,25% ao ano.

Produção industrial perde ritmo

A produção industrial brasileira encerrou dezembro de 2025 em queda. Na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, houve recuo de 1,2%, a maior retração desde julho de 2024.

Na comparação com dezembro de 2024, por outro lado, a indústria registrou alta de 0,4%, interrompendo uma sequência de dois meses seguidos de resultados negativos.

No acumulado de 2025, o setor industrial cresceu 0,6%, desempenho contido em relação a 2024, quando avançou 3,1%, e superior ao de 2023, de 0,1%.

No quarto trimestre de 2025, a produção ficou 0,5% abaixo do nível observado no mesmo período do ano anterior. Já a média móvel trimestral de dezembro foi negativa em 0,5%, indicando perda de fôlego na reta final do ano.

Apesar das oscilações, a produção industrial ainda se mantém ligeiramente acima do nível pré-pandemia, com alta de 0,6% em relação a fevereiro de 2020. O setor, porém, segue 16,3% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.

Bolsas globais oscilam com balanços e commodities

Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, em meio à expectativa pela divulgação de balanços corporativos, sobretudo de grandes empresas de tecnologia.

O Dow Jones caiu 0,34%, aos 49.241,06 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,84%, para 6.917,79 pontos. O Nasdaq, com forte concentração de companhias do setor de tecnologia, teve perdas de 1,43%, aos 23.255,19 pontos.

Na Europa, as bolsas foram pressionadas pela forte queda dos metais preciosos no pregão anterior, o que levou investidores a vender outros ativos para compensar perdas. Ao longo do dia, porém, o ritmo das baixas diminuiu, permitindo alguma recuperação.

O índice STOXX 600 avançou 0,10%, revertendo parte da queda inicial. Na Alemanha, o DAX recuou 0,07%. Na França, o CAC 40 teve leve baixa de 0,02%, enquanto o FTSE 100, no Reino Unido, caiu 0,26%.

As bolsas asiáticas tiveram um pregão de fortes perdas. Em Xangai, o índice recuou 2,48%, para 4.015 pontos, enquanto o CSI300 caiu 2,13%, a 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, fechando em 26.775 pontos.

Outros mercados da região também acompanharam o movimento: o Nikkei caiu 1,2%, a 52.655 pontos; o Kospi despencou 5,26%, a 4.949 pontos; o Taiex recuou 1,37%, a 31.624 pontos; e o Straits Times registrou queda de 0,26%, a 4.892 pontos.

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