Segurança é condenado a 15 anos por espancar morador de rua até a morte no Centro do Rio

Crime ocorreu na Praça Mauá e foi registrado por câmeras; réu também foi condenado a pagar R$ 810 mil aos filhos da vítima

04/02/2026 às 10:54 por Redação Plox

O segurança Carlos Alberto Rodrigues do Rosário Júnior foi condenado a 15 anos de prisão, em regime fechado, pela morte do morador em situação de rua Luís Felipe Silva dos Santos, de 43 anos, espancado com um cassetete.


Carlos Alberto Rocaigues do Rosário Junior responde por homicídio qualificado e está preso.

Carlos Alberto Rocaigues do Rosário Junior responde por homicídio qualificado e está preso.

Foto: Reprodução

A decisão foi tomada na noite desta terça-feira (3) pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, no 2º Tribunal do Júri. O réu foi condenado por homicídio qualificado.

Na sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro ressaltou que o crime foi praticado “à luz da manhã em plena via pública, com exacerbada violência”.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou que Carlos Alberto pague indenização por danos morais aos três filhos da vítima. O valor foi fixado em 500 salários mínimos (R$ 810 mil), conforme pedido do Ministério Público.

Crime ocorreu em frente a restaurante na Praça Mauá

O crime aconteceu na manhã de 23 de agosto de 2024, em frente ao Restaurante Flórida, na Praça Mauá, no Centro do Rio. Imagens de câmeras de segurança registraram as agressões que resultaram na morte de Luís Felipe.

De acordo com as investigações, a vítima pediu comida no local e acabou se envolvendo em uma discussão com o segurança, um cliente e funcionários do restaurante. Em seguida, Carlos Alberto pegou um cassetete de madeira e passou a agredir o morador em situação de rua.

Luís Felipe ainda tentou fugir e atravessar a rua, mas foi alcançado em frente ao Museu de Arte do Rio (MAR), onde voltou a ser espancado com golpes de cassetete e chutes. Ele não resistiu às agressões.

Prisão em flagrante

Logo após o crime, Carlos Alberto Rodrigues do Rosário Júnior foi preso em flagrante no mesmo dia por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que assumiu a investigação do caso.

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