Caso Master: PF prende Daniel Vorcaro novamente por ordem de André Mendonça, do STF
Detenção ocorreu na nova fase da Operação Compliance Zero; apuração cita suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, e há verificação se esta é a primeira prisão ordenada pelo ministro no caso
04/03/2026 às 08:20por Redação Plox
04/03/2026 às 08:20
— por Redação Plox
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A Polícia Federal prendeu novamente o banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do chamado Caso Master, nesta quarta-feira (4), por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A detenção foi feita no contexto de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, conforme informações já divulgadas na imprensa.
André Mendonça, Vorcaro
Foto: (crédito: Carlos Alves Moura/SCO/STF) Reprodução
Ordem de prisão e nova fase da operação
A decisão que levou Vorcaro de volta à prisão foi assinada por André Mendonça, relator das investigações do Caso Master no STF, e executada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 04/03/2026. De acordo com reportagem da revista VEJA, ele foi conduzido para a Superintendência da PF em São Paulo, no âmbito de uma nova etapa da Operação Compliance Zero, com foco em crimes atribuídos a uma organização criminosa.
Há apuração em andamento sobre a afirmação de que esta seria a primeira prisão ordenada por Mendonça no âmbito do caso. As informações reunidas até o momento confirmam a ordem de prisão nesta data, mas não permitem afirmar, de forma inequívoca, que se trata da primeira detenção determinada por ele em toda sua atuação no STF.
Atuações anteriores de Mendonça no Caso Master
Em 23/02/2026, reportagem da Agência Brasil registrou que André Mendonça concedeu habeas corpus para desobrigar Daniel Vorcaro de comparecer à CPMI do INSS. Na ocasião, foi noticiado que o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a intenção de recorrer ao STF para tentar obrigar o depoimento. A mesma publicação informava que Vorcaro estava em prisão domiciliar naquele momento.
Cobertura do Correio Braziliense, no fim de fevereiro, relatou que Mendonça passou a conduzir a relatoria do caso e descreveu cobranças por andamento e organização de procedimentos relacionados às investigações, incluindo o compartilhamento e a custódia de dados, em meio a tensões institucionais sobre a condução dos atos investigativos.
Efeitos sobre CPMI, caso e cenário político
No plano parlamentar, a nova prisão tende a aumentar a pressão política na CPMI do INSS por acesso a dados e por depoimentos, ao mesmo tempo em que pode reforçar a estratégia de defesa de tentar evitar exposição pública, com pedidos à Justiça para limitar comparecimentos ou resguardar o direito ao silêncio.
Para o andamento do Caso Master, a detenção em uma nova fase da Operação Compliance Zero sinaliza uma ampliação do escopo investigativo, para além do núcleo financeiro originalmente associado ao caso. O foco em condutas como ameaça e invasão de dispositivos informáticos pode abrir novas frentes de investigação e alcançar novos alvos.
No debate político mais amplo, a medida reforça o papel do STF na condução do caso e tende a alimentar discussões sobre os limites e as interações entre investigação policial, controle judicial e atuação de comissões parlamentares de inquérito.
Pontos a acompanhar nas próximas fases
A partir da nova prisão, um dos elementos centrais será o acesso ao teor da decisão e do mandado que embasaram a medida, incluindo fundamentos, prazo, tipo de prisão e eventuais medidas cautelares alternativas determinadas por André Mendonça.
Outro ponto de atenção é a estratégia da defesa de Daniel Vorcaro, especialmente quanto à possibilidade de apresentação de novo pedido de habeas corpus e à eventual mudança de regime, entre hipóteses como prisão preventiva, temporária, domiciliar ou outras cautelares.
No campo institucional, a expectativa envolve a reação da CPMI do INSS, tanto em relação a pedidos formais de compartilhamento de provas e dados ao STF e à PF, quanto sobre eventual nova tentativa de colher o depoimento de Vorcaro, seja de forma presencial, por videoconferência ou em formato alternativo.