PF bloqueia até R$ 22 bilhões em bens na Operação Compliance Zero, além da prisão de Vorcaro
Na 3ª fase da operação, a Polícia Federal cumpre mandados em SP e MG por ordem do STF, com prisões preventivas, buscas, afastamento de cargos e medidas patrimoniais que podem atingir contas e ativos do grupo investigado.
04/03/2026 às 08:51por Redação Plox
04/03/2026 às 08:51
— por Redação Plox
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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (04/03/2026) a 3ª fase da Operação Compliance Zero, com cumprimento de mandados em São Paulo e Minas Gerais. Além das prisões e buscas, a etapa é marcada por medidas patrimoniais que podem chegar a R$ 22 bilhões, com sequestro e bloqueio de bens ligados ao grupo investigado.
Foto: (crédito: Divulgação/PF)
Mandados, alvos e suspeitas em apuração
De acordo com a corporação, a nova fase da Operação Compliance Zero cumpre 4 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com ações em endereços de São Paulo e Minas Gerais.
A investigação mira uma organização criminosa suspeita de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Veículos de imprensa nacionais noticiaram, na manhã desta quarta-feira, que Daniel Vorcaro foi preso no contexto dessa fase da operação. Na nota oficial, porém, a PF não divulgou os nomes dos alvos das medidas judiciais, mantendo em sigilo a identificação formal dos investigados.
Bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões
Em comunicado divulgado às 07h19 de 04/03/2026, a Polícia Federal informou que, além das prisões e buscas, foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens “no montante de até R$ 22 bilhões”. As apurações contam com o apoio técnico do Banco Central do Brasil.
Na prática, o bloqueio bilionário tende a atingir contas, ativos e patrimônio vinculados aos investigados, com potencial de travar movimentações financeiras e operações empresariais relacionadas ao grupo sob suspeita.
Efeitos institucionais e alcance regional
Por envolver decisões do STF e suporte do Banco Central, a operação pode gerar novos desdobramentos no sistema financeiro, especialmente em frentes de rastreamento de ativos e em investigações paralelas sobre a origem e o destino dos recursos.
Com mandados sendo cumpridos em São Paulo e Minas Gerais, são esperados reflexos regionais, como endereços vasculhados, apreensão de documentos e dispositivos, além de eventuais novas prisões, dependendo do avanço das diligências ao longo do dia.
Próximos passos da investigação
A tendência é que a Polícia Federal concentre os esforços na análise do material apreendido, incluindo documentos, equipamentos e registros financeiros, para detalhar o balanço das diligências, observando o grau de sigilo do inquérito.
As defesas das pessoas citadas no noticiário podem se manifestar, enquanto o STF pode vir a publicar decisões complementares sobre medidas cautelares, manutenção de prisões e sobre o alcance efetivo do bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões.
Como a PF não listou oficialmente os alvos na nota, informações sobre nomes e responsabilidades individuais seguem classificadas como “informação ainda em apuração” e dependem de confirmação documental ou judicial.