Governo anuncia Desenrola 2.0 com juros de até 1,99% ao mês e descontos de até 90%
Programa reestruturado prevê troca de dívidas antigas por crédito mais barato, parcelamento em até 48 meses e possibilidade de usar FGTS; também inclui regras para Fies e retirada de débitos pequenos de cadastros de inadimplentes.
04/05/2026 às 18:27por Redação Plox
04/05/2026 às 18:27
— por Redação Plox
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O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4/5) o Desenrola 2.0, com uma reestruturação do programa voltada a ajudar famílias a sair do endividamento. A principal novidade é a oferta de crédito como troca de dívida: os bancos poderão oferecer empréstimos com juros menores para que o consumidor quite débitos antigos, geralmente mais caros.
Nessa nova etapa, as dívidas substituídas poderão ter juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses, além de intervalo de até 35 dias para o início dos pagamentos.
Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0.
Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Quem pode aderir ao Desenrola 2.0
O acesso será limitado a quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e tenha dívidas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.
Quais dívidas entram na renegociação
Em geral, poderão ser renegociadas dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, crédito rotativo e outras modalidades associadas a taxas de juros mais altas.
Descontos e limites por banco
Os descontos podem variar de 30% a 90%, conforme o perfil do devedor e o tipo de dívida.
Haverá também um limite para a negociação: cada pessoa poderá renegociar até R$ 15 mil por banco.
Uso do FGTS para abater a dívida
O programa prevê a possibilidade de usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Após renegociar a dívida, o trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo — ou, no mínimo, R$ 1 mil — para quitar parte do débito, reduzindo ainda mais o valor a ser pago.
Como fica o Fies no Desenrola 2.0
No caso do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), estudantes inadimplentes poderão renegociar débitos com descontos que, em alguns casos, chegam a até 99% do valor total. Esse desconto máximo ficará disponível apenas para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com dívidas vencidas e não pagas há um ano.
Novas regras: retirada automática de dívidas até R$ 100
Dívidas de até R$ 100 serão automaticamente retiradas dos cadastros de inadimplentes. Com isso, mesmo ainda inadimplente, a pessoa poderá contratar empréstimos junto ao banco. Também estão previstas ações de educação financeira por parte das instituições.
Bloqueio de acesso a bets por um ano
Quem aderir ao novo programa ficará bloqueado de plataformas de apostas online, as bets, por um ano. Segundo o governo federal, a medida busca evitar que a pessoa volte a se endividar por meio dessa modalidade.