MPMG denuncia guarda municipal por feminicídio após morte da companheira a tiros diante da filha

Acusação foi apresentada em 30 de abril e cita que a vítima, de 36 anos, foi baleada em 8 de março; Promotoria pede perda do cargo, destituição do poder familiar e indenização à criança.

04/05/2026 às 08:43 por Redação Plox

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Violência Doméstica de Uberaba, no Triângulo Mineiro, e com apoio da Coordenadoria Estadual das Promotorias de Justiça do Tribunal do Júri (Cojur), apresentou nesta quinta-feira, 30, denúncia por feminicídio contra um guarda municipal de 33 anos. Ele é acusado de matar a tiros a companheira, de 36 anos, na presença da filha do casal, de oito anos. O crime ocorreu em 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Pedido inclui perda do cargo e destituição do poder familiar

A denúncia pede que o acusado, que já está preso, perca o cargo público e tenha o poder familiar em relação à filha destituído. O MPMG também solicita a fixação de indenização por danos morais e materiais à criança, que testemunhou o assassinato da mãe.


Promotoria aponta irritação por “pintar as unhas” e disparo à queima-roupa

Segundo a Promotoria de Justiça, no dia do crime o guarda municipal teria se irritado com a companheira após ela decidir, momentos antes, pintar as unhas — algo que ele teria interpretado, de forma infundada, como um sinal de traição. A denúncia afirma que, usando uma pistola calibre 9mm, ele efetuou um disparo à queima-roupa na região do olho esquerdo da vítima, enquanto ela estava sentada no sofá da residência da família.

O MPMG também solicita a fixação de indenização por danos morais e materiais à criança, que testemunhou o assassinato da mãe.

O MPMG também solicita a fixação de indenização por danos morais e materiais à criança, que testemunhou o assassinato da mãe.

Foto: Divulgação


Tentativa de manipular a cena e ameaça à filha, diz denúncia

Após o disparo, conforme a acusação, o homem teria tentado manipular a cena do crime ao arrastar o corpo da vítima até o próprio veículo e levá-la a um hospital municipal, sob a falsa alegação de suicídio.

A denúncia também relata que ele teria ameaçado a própria filha para que ela não contasse o que ocorreu a familiares ou à polícia. Para a promotoria, o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima, com emprego de arma de fogo de uso restrito, na presença de descendente e contra uma vítima mãe e responsável por criança.

Processo nº: 5003713-81.2026.8.13.0701

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