Pressão por definições na disputa em Minas cresce; Pacheco vira alvo de cobranças e direita segue dividida
Aliados pedem decisões rápidas até o prazo de 5 de agosto, enquanto PT e grupos da direita intensificam movimentos em torno de possíveis candidaturas ao Palácio Tiradentes.
04/05/2026 às 09:55por Redação Plox
04/05/2026 às 09:55
— por Redação Plox
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Com o prazo encurtando e a pressão crescendo, aliados intensificaram a cobrança para que as principais lideranças em Minas definam, de vez, o cenário eleitoral para outubro. A cinco meses do pleito, aumentam os apelos para que Rodrigo Pacheco (PSB), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o PL deixem as indefinições de lado e formalizem quais candidaturas estarão em campo.
Irmão de senador do Republicanos pede união da direita; políticos do PT clamam por ‘sim’ de parlamentar do PSB.
Foto: Reprodução / Republicanos.
O fim de semana expôs essa ansiedade. No sábado (2/5), o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão de Cleitinho, publicou um vídeo defendendo que a direita se una em torno do senador. No dia seguinte, a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado Marília Campos (PT) divulgou um vídeo pedindo uma decisão rápida de Pacheco, apontado como o nome que deve ser apoiado pelos petistas no estado.
A cobrança tem sido mais intensa entre partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O movimento ganhou força depois da rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira, o que reacendeu especulações sobre uma eventual indicação de Pacheco para a Corte.
Nos bastidores, a briga entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) — aliado de Pacheco — elevou o receio, entre lideranças petistas, de que o senador desista de concorrer ao Palácio Tiradentes na última hora. Diante do cenário, petistas em Minas tentam manter o diálogo com Pacheco e evitar que o episódio em Brasília contamine as costuras locais.
Pacheco ainda não definiu se disputará o governo estadual, embora já tenha sinalizado disposição para atender a um convite de Lula.
Foto: Reprodução / Agência Brasil.
Pacheco ainda não decidiu se entrará na disputa pelo governo estadual, embora já tenha sinalizado disposição para atender a um convite de Lula. Ele tem até 5 de agosto — prazo final das convenções partidárias — para bater o martelo e fechar alianças eleitorais. Interlocutores afirmam que o senador pode usar o limite do calendário, o que tem incomodado parte do PT, que busca um direcionamento claro para a campanha da esquerda em Minas.
PT pressiona por decisão e reforça apelo público
Em vídeo divulgado nas redes, Marília Campos voltou a defender que Pacheco entre na disputa pelo governo mineiro.
E eu tenho respondido que Rodrigo Pacheco precisa vir como pré-candidato ao governo de Minas Gerais. Porque Minas Gerais precisa ser reconstruída. E nós precisamos de pessoas, de líderes, com a experiência, com o compromisso, com a capacidade de diálogo, de articulação que o Rodrigo tem
Marília Campos (PT)
No mesmo tom, o deputado federal Rogério Correia (PT), vice-líder do governo na Câmara, afirmou que o partido aguarda a definição do senador e manifestou expectativa de que ele seja o candidato do campo governista em Minas. Já a presidente do PT no estado, a deputada estadual Leninha, disse acreditar que a decisão será do próprio Pacheco e que ele pode estar aguardando o momento mais adequado para anunciar.
Direita segue dividida e pressão cresce sobre o PL
No campo da direita, o quadro também permanece indefinido. Partidos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seguem divididos entre apoiar a reeleição do governador Mateus Simões (PSD) ou aderir à pré-candidatura de Cleitinho. Ainda existe a possibilidade de o PL lançar uma chapa própria — e a falta de definição tem travado outras composições.
Gleidson Azevedo, em vídeo divulgado no sábado, cobrou publicamente uma decisão e defendeu a unificação em torno do irmão, destacando que Cleitinho lidera pesquisas de intenção de voto, embora ainda enfrente pressões para deixar a disputa. Enquanto o impasse continua, tanto Cleitinho quanto Simões mantêm espaços em aberto em suas chapas, atentos à possibilidade de atrair o PL.
No PL, a decisão estaria concentrada na direção nacional, com foco nas articulações em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) à Presidência da República. No estado, lideranças reconhecem que a prioridade é vencer a disputa nacional contra Lula, mas defendem uma resolução rápida sobre Minas.
Entre as alternativas em discussão na legenda, ganhou força o nome do ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe, recém-filiado ao PL, como possível opção para uma candidatura própria.
Lula cita Pacheco como aposta para o governo mineiro
Há pelo menos dois anos, Lula vem mencionando Rodrigo Pacheco como o principal nome para disputar o governo de Minas. Em junho de 2024, em entrevista, em Belo Horizonte, o presidente afirmou que Pacheco era a “figura pública mais importante” do estado e avaliou que ele tinha condições de fazer a disputa e vencer. Desde então, o pedido tem sido reiterado ao senador.