Entenda o recolhimento da água Crystal e saiba como pedir troca ou ressarcimento

A determinação atinge o lote P 200126, de garrafas de 500 ml fabricadas em 20 de janeiro de 2026, com distribuição concentrada no Distrito Federal e envio a cidades de outros estados; a orientação é interromper o consumo e buscar substituição ou reembolso.

04/06/2026 às 07:44 por Redação Plox

Consumidores que tiverem água mineral natural sem gás da marca Crystal em casa devem verificar o lote impresso no corpo da garrafa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário e a suspensão da venda, distribuição e uso de um lote do produto após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras analisadas.

Água mineral Crystal

Água mineral Crystal

Foto: Divulgação/Anvisa


Como identificar o lote

A medida vale para o lote P 200126, que aparece na embalagem como LZ1 VAL200127 3 P 200126. As garrafas são de 500 ml, foram fabricadas em 20 de janeiro de 2026 e têm validade até 20 de janeiro de 2027. O produto foi fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia, Goiás, empresa integrante do Sistema Coca-Cola.

Segundo a Anvisa, o lote tem 374,4 mil garrafas. A maior parte foi distribuída no Distrito Federal, que recebeu 230.443 unidades. Também houve envio para cidades de Goiás, Tocantins e interior de São Paulo. Minas Gerais não aparece entre os destinos informados pela agência.

O que o consumidor deve fazer

A orientação é interromper o consumo caso a garrafa seja do lote recolhido. Depois, o consumidor deve acionar o atendimento ao cliente para solicitar substituição ou reembolso. Os contatos informados são o telefone 0800 061 5000 e o e-mail [email protected].

De acordo com a empresa, o recolhimento foi iniciado imediatamente junto às distribuidoras. A fabricante informou à Anvisa que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis para venda ao consumidor.

Análise começou no Distrito Federal

A investigação começou após uma coleta de rotina feita pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal. O Laboratório Central de Saúde Pública do DF identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra da água. O resultado foi confirmado em contraprova, conforme os procedimentos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

Com a confirmação, a vigilância sanitária local interditou o lote e comunicou o caso à Anvisa. A agência informou que o produto está em desacordo com as normas sanitárias que definem padrões microbiológicos para alimentos e águas envasadas.

Empresa diz que fez análises internas

Em nota citada pela Anvisa, a Mineração Bom Jesus informou que realizou investigação interna para apurar as possíveis causas da ocorrência e apresentou documentação ao órgão regulador. A empresa também participou de reuniões com representantes da agência e afirmou colaborar com as autoridades sanitárias.

Segundo a Anvisa, as informações disponíveis até o momento indicam que o problema está restrito ao lote recolhido. A investigação segue em andamento, com acompanhamento da agência e das vigilâncias sanitárias envolvidas.

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