Justiça do Rio decreta prisão preventiva de Adilsinho e outros dois por morte de policial penal
Denunciados pelo MPRJ, Rafael Dutra (“Sem Alma”) e Jefferson Silva (“Jefe”) também tiveram a preventiva decretada no caso do homicídio de Bruno Kilier da Conceição Fernandes, ocorrido em junho de 2023 no Recreio dos Bandeirantes.
04/06/2026 às 15:25por Redação Plox
04/06/2026 às 15:25
— por Redação Plox
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A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, em uma investigação sobre a morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes. Também tiveram a prisão decretada o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como “Sem Alma”, e Jefferson Rodrigues da Silva, o “Jefe”. Os três foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pelo homicídio, ocorrido em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, na capital fluminense.
Justiça decreta nova prisão de Adilsinho por execução ligada à ‘máfia do cigarro’ no Rio.
Foto: Divulgação/Polícia Civil RJ
Adilsinho é apontado por forças de segurança como integrante da chamada nova cúpula do jogo do bicho no Rio e já estava preso por outro caso. Na nova decisão, a Justiça determinou que ele permaneça custodiado em presídio federal de segurança máxima. Ele está na Penitenciária Federal de Brasília desde que foi preso em Cabo Frio, na Região dos Lagos, em fevereiro deste ano.
Monitoramento por GPS
De acordo com a denúncia do Gaeco/MPRJ, Bruno Kilier teria sido executado com disparos de fuzil depois de ser monitorado por integrantes do grupo criminoso. A investigação aponta que um rastreador GPS foi instalado clandestinamente no veículo da vítima para acompanhar seus deslocamentos antes do crime.
O Ministério Público sustenta que Bruno representava uma fabricante de cigarros e passou a ser visto como obstáculo aos interesses da organização atribuída a Adilsinho. Segundo a denúncia, o grupo tentava controlar a venda ilegal de cigarros no estado do Rio de Janeiro, incluindo produtos clandestinos vindos do Paraguai e fabricação irregular em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Disputa por mercado ilegal
O homicídio é tratado pelo MPRJ como parte de uma sequência de crimes ligada à chamada “máfia do cigarro”, com conexões também apontadas em disputas da contravenção do jogo do bicho. Rafael Dutra é descrito na denúncia como homem de confiança de Adilsinho e teria participado do planejamento e da logística de monitoramento da vítima.
Ainda segundo o Ministério Público, Jefferson Rodrigues da Silva teria adquirido, configurado e fornecido o equipamento usado para rastrear o policial penal. As acusações ainda serão analisadas pelo Judiciário, e os denunciados devem responder ao processo nos limites definidos pela Justiça.
Adilsinho também é presidente de honra da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. O caso segue sob responsabilidade das autoridades do Rio de Janeiro, com a prisão preventiva decretada no âmbito da denúncia apresentada pelo Gaeco/MPRJ.