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A formação de um ciclone subtropical em alto-mar passou a influenciar o cenário de instabilidade no Brasil entre o fim de fevereiro e o início de março, elevando o nível de atenção para chuva intensa em nove estados. A área sob risco inclui parte do Sudeste, além de regiões do Centro-Oeste e do Nordeste, onde órgãos de meteorologia apontam reforço de corredores de umidade e possibilidade de grandes volumes de chuva em curto intervalo de tempo.
Ciclone
Foto: Foto: Divulgação / MetSul.
Com o solo já encharcado em vários pontos, sobretudo no Sudeste, cresce o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, em um contexto em que o ciclone subtropical entra no radar e coloca 9 estados em alerta de chuva intensa.
Nos últimos dias de fevereiro, modelos e centros de meteorologia passaram a acompanhar o aprofundamento de uma área de baixa pressão próxima à costa do Sudeste, com potencial para evoluir para ciclone. Em análise de 24 de fevereiro, o Tempo.com (Meteored) destacou nove estados sob alerta para chuva intensa: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí, com previsão de acumulados elevados e risco de transtornos.
Já no começo de março, o INMET informou que o sistema em alto-mar foi atualizado para Tempestade Subtropical “Caiobá”, com indicação de ventos fortes e ondas elevadas no entorno do ciclone. O instituto ressaltou que não havia previsão de influência direta da tempestade subtropical no litoral brasileiro, embora o fenômeno favoreça a manutenção de um canal de umidade sobre o continente.
No Rio de Janeiro, reportagem de O Dia registrou que a Marinha emitiu alerta para a possibilidade de formação de ciclone subtropical em alto-mar, com potencial de ventos fortes no oceano e risco de chuva intensa no estado, em meio a temporais e ocorrências urbanas como alagamentos e quedas de árvores.
De acordo com o INMET, o sistema em alto-mar foi classificado como ciclone subtropical do tipo tempestade subtropical, batizado de “Caiobá”. O cenário descrito inclui ventos sustentados fortes, rajadas mais intensas e ondas entre 3 e 5 metros no entorno do ciclone, principalmente nos setores leste e sudeste, com validade até a manhã de 03/03/2026.
No mesmo comunicado, o instituto reforçou que não havia previsão de influência direta da tempestade no litoral do Brasil, mas mantinha em vigor avisos de tempo severo, que são reavaliados diariamente. A orientação é de acompanhamento constante das atualizações meteorológicas.
No Sudeste, o foco está em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, onde o risco de transtornos aumenta com a combinação de chuva forte em curto período e solo já saturado. Nessas áreas, alagamentos, enxurradas, quedas de árvores e deslizamentos em encostas tendem a ser as principais ameaças.
No Espírito Santo, a preocupação recai sobre volumes elevados de chuva e impactos em áreas urbanas e rodovias, além de possíveis efeitos costeiros indiretos, como mar agitado, a depender da posição do sistema no oceano.
Nos demais estados citados — Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão e Piauí —, a projeção é de temporais localizados e acumulados altos de chuva, com potencial de impacto sobre a mobilidade, áreas ribeirinhas e serviços essenciais.
Para o mar, a presença da Tempestade Subtropical “Caiobá” mesmo longe da costa tende a elevar ondas e ventos no oceano, exigindo maior cautela de embarcações e atividades de pesca e navegação em mar aberto.
Diante do quadro de instabilidade reforçado pelo ciclone subtropical, a recomendação é acompanhar com atenção os avisos atualizados do INMET — como alertas de chuva intensa, acumulado de chuva e tempestades — e os comunicados das defesas civis estaduais e municipais, já que o cenário pode mudar de um dia para o outro.
Em caso de alerta na cidade, as orientações incluem evitar áreas alagadas, não atravessar enxurradas, redobrar a atenção em encostas e seguir as instruções da Defesa Civil local.
Para quem depende do mar, a indicação é verificar previamente avisos e condições de navegação, sobretudo em períodos de mar agitado e vento forte associados ao sistema em alto-mar.