Influenciador é preso em Porangatu suspeito de lucrar R$ 650 mil com rifas ilegais

Segundo a PCGO, ele promovia sorteios de veículos e dinheiro nas redes sociais e repassava informações falsas aos participantes; investigação apura também indícios de lavagem e crimes tributários

05/03/2026 às 12:05 por Redação Plox

Um influenciador digital foi preso em Porangatu, no norte de Goiás, suspeito de promover e lucrar com rifas ilegais. De acordo com a Polícia Civil de Goiás (PCGO), ele oferecia veículos e dinheiro como prêmios aos participantes e teria faturado cerca de R$ 650 mil com o esquema.


Segundo a PCGO, suspeito já era investigado e teria mantido atividades mesmo com apuração policial. Ele teria lucrado R$ 600 mil

Segundo a PCGO, suspeito já era investigado e teria mantido atividades mesmo com apuração policial. Ele teria lucrado R$ 600 mil

Foto: Reprodução


As apurações indicam que o investigado era o responsável por divulgar, organizar e administrar as rifas. Segundo a polícia, as ofertas eram feitas pelas redes sociais e, além de explorar o jogo irregular, o suspeito também repassava informações falsas aos interessados.

Influenciador já era alvo de inquérito

O caso é conduzido pelo delegado Hermison Pereira, que afirma que o influenciador já era alvo de um inquérito em andamento pelos mesmos fatos. Mesmo assim, ele teria continuado com as atividades consideradas ilegais.

Em uma operação anterior de busca e apreensão, a esposa do investigado também foi alvo de diligências. A investigação aponta que o suspeito seria o responsável por organizar as rifas, receber os valores pagos pelos participantes e ainda esconder os veículos que seriam sorteados.

Indícios de esquema organizado

A PCGO avalia que a forma de atuação revela planejamento e divisão de tarefas. A movimentação de dinheiro por meio de terceiros levanta suspeitas sobre a participação de outras pessoas e de uma possível organização voltada a dissimular patrimônio obtido com as rifas ilegais.

De acordo com Pereira, além do crime ligado ao jogo de azar, o influenciador pode responder por lavagem de dinheiro e crime tributário. A apuração também aponta possíveis crimes contra o consumidor, em razão das informações enganosas repassadas, e crime contra a ordem tributária, em função da forma como os valores eram movimentados.

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