Investigado no caso Banco Master, Luiz Phillipi Mourão morre na prisão; caso é de suspeita de suicídio
Conhecido como “Sicário”, ele estava internado no Hospital João XXIII, em MG; PF abrirá investigação interna e enviará vídeos ao STF
O INSS identifica novo consignado irregular ligado ao Banco Master e aponta indícios de fraude em uma série de contratos de empréstimo com aposentados e pensionistas. Como resposta, o instituto restringiu a atuação da instituição financeira no sistema, com bloqueio de repasses e corte de acessos operacionais. O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela CPMI que investiga fraudes em descontos e consignados, ampliando a pressão por responsabilização e por um caminho de ressarcimento aos segurados.
Banco Master se envolveu em escândalo financeiro
Foto: / Banco Master
De acordo com informações atribuídas à Agência Brasil, o INSS suspendeu a transferência de recursos ao Banco Master após identificar indícios de irregularidades em contratos de empréstimo consignado firmados com beneficiários. A medida foi apresentada como cautelar e vinculada a um processo de apuração administrativa.
Em nota oficial, o INSS já havia informado que decidiu não renovar o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que autorizava o Banco Master a operar consignado para aposentados e pensionistas. Também solicitou à Dataprev a retirada dos acessos do banco aos ambientes operacionais de consignado, restringindo a inclusão e gestão desses contratos no sistema.
No campo investigativo, o tema entrou na pauta da CPMI que analisa fraudes em descontos e consignados. Em depoimento citado por fonte legislativa, foi informado que o Banco Master teria mais de 324 mil contratos com segurados do INSS, dos quais 251 mil estariam sem comprovação regular, conforme relato apresentado na comissão.
O MPF apontou uma estimativa de cerca de 250 mil contratos do Banco Master com indícios de irregularidade ou fraude e emitiu recomendações para garantir a devolução de recursos a aposentados e pensionistas. A preocupação é evitar que a reparação dependa exclusivamente de iniciativas individuais, o que pode ser inviável para parte dos lesados.
O INSS, por sua vez, reafirmou em nota a decisão de impedir a concessão de novos consignados pelo Banco Master a aposentados e pensionistas, ao não renovar o ACT e ao pedir a retirada dos acessos da instituição financeira ao sistema operacional do consignado.
Para aposentados e pensionistas em estados como MG, SP, RJ, PR e demais regiões, o principal risco destacado é a existência de descontos no benefício ligados a contratos que o segurado não reconhece ou não consegue comprovar. Nesses casos, o impacto é direto no orçamento mensal, comprometendo a renda de quem depende exclusivamente do benefício previdenciário.
O caso reforça a necessidade de o beneficiário conferir extratos e descontos com regularidade e buscar canais oficiais para contestação e orientação, especialmente por meio do Meu INSS e do atendimento formal do instituto. Quando aplicável, também é recomendada a abertura de reclamação ou contestação junto à instituição financeira responsável pelo contrato. As orientações gerais do INSS sobre golpes envolvendo consignado continuam válidas como medida de prevenção.
Para o mercado de crédito consignado, as medidas administrativas e o debate na CPMI indicam um movimento de aperto na governança e na fiscalização, com potencial adoção de novas regras e exigências de comprovação e lastro documental para a contratação desses empréstimos.
No âmbito administrativo, o bloqueio de repasses ao Banco Master e as restrições operacionais tendem a permanecer enquanto o processo de apuração conduzido pelo INSS avança. A expectativa é que novas comunicações oficiais tragam definições sobre a validação documental dos contratos e eventuais providências para ressarcimento dos beneficiários prejudicados.
As recomendações do MPF buscam viabilizar a devolução de valores de forma mais efetiva e prioritária, sem depender apenas de ações individuais de cada aposentado ou pensionista. Já a CPMI segue como frente de pressão política e de coleta de informações, com potencial de influenciar medidas de fiscalização, responsabilização e ajustes na regulamentação do consignado.