STF forma maioria para negar prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro

Primeira Turma, em julgamento no plenário virtual, tende a manter decisão de Alexandre de Moraes que rejeitou pedido da defesa com base em alegados problemas de saúde

05/03/2026 às 14:03 por Redação Plox

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (05/03/2026) para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A análise ocorre em plenário virtual, com votos registrados ao longo do dia.

Moraes negou a concessão da prisão domiciliar humanitária de forma liminar na última segunda (2/3)

Moraes negou a concessão da prisão domiciliar humanitária de forma liminar na última segunda (2/3)

Foto: Gustavo Moreno/STF


Maioria pela manutenção do regime atual

O colegiado passou a julgar, em sessão virtual, se referendaria a decisão de Moraes que rejeitou a conversão da prisão em regime domiciliar por razões humanitárias. Até a última atualização dos veículos consultados, já havia maioria formada para negar o pedido, com votos no sentido de manter Bolsonaro custodiado na unidade prisional mencionada nas reportagens.

A defesa argumenta que o ex-presidente teria problemas de saúde que exigiriam acompanhamento mais intenso, tese que, segundo a Agência Brasil, vem sendo reiterada em pedidos anteriores.

Argumentos da defesa e do relator

De acordo com a Agência Brasil, a defesa voltou a solicitar a prisão domiciliar humanitária, mas o relator, Alexandre de Moraes, já havia negado tentativas anteriores de mudança de regime, mantendo o entendimento de que o sistema prisional teria condições de atender às necessidades médicas apontadas.

Já a Band informou que a negativa de Moraes levou em conta, entre outros pontos, laudo médico oficial sobre a estabilidade do quadro clínico e histórico de descumprimento de medidas cautelares, fatores considerados contrários à flexibilização para o regime domiciliar.

Consequências imediatas e disputas em torno do caso

No plano prático, a formação de maioria na Primeira Turma indica a manutenção do ex-presidente no regime atual, sem migração para a prisão domiciliar humanitária. O movimento consolida, no curto prazo, o cenário em que a decisão de Moraes é respaldada pelo colegiado.

Politicamente, o desfecho tende a alimentar a disputa narrativa: de um lado, aliados de Bolsonaro reforçam o argumento da necessidade de cuidados de saúde em ambiente domiciliar; de outro, críticos apontam risco de descumprimento de medidas e defesa da isonomia no tratamento em relação a outros presos.

Do ponto de vista jurídico, o referendo da Primeira Turma fortalece a posição do relator e reduz, neste momento, a possibilidade de reversão dentro do próprio colegiado, restando à defesa buscar novos pedidos ancorados em fatos supervenientes, como eventual agravamento comprovado do estado de saúde.

Próximos passos no STF

O julgamento virtual segue até o fim da janela de votação prevista para esta quinta-feira (05/03/2026), quando o placar final e eventuais divergências deverão ser formalizados. A depender do resultado, a defesa ainda pode tentar novas medidas processuais, mas qualquer mudança relevante tende a depender da apresentação de novos elementos médicos e/ou da reavaliação do risco processual apontado nas decisões já proferidas.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a