Hospital Márcio Cunha realiza procedimentos inéditos em Hemodinâmica e amplia inovação cardiovascular
Unidade adotou a oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo com dispositivo Watchman e implantou protocolo para investigação funcional de INOCA e MINOCA com o sistema CoroFlow, buscando diagnósticos mais precisos e terapias personalizadas.
05/05/2026 às 17:19por Redação Plox
05/05/2026 às 17:19
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
O Hospital Márcio Cunha (HMC) realizou, no último mês, dois procedimentos inéditos em seu serviço de Hemodinâmica, ampliando o uso de tecnologias e protocolos voltados ao diagnóstico e ao tratamento de doenças cardiovasculares de alta complexidade.
Foto: Divulgação
Procedimento minimamente invasivo busca reduzir risco de AVC
Entre as novidades está a Oclusão Percutânea do Apêndice Atrial Esquerdo (LAAO), técnica minimamente invasiva realizada com o dispositivo Watchman. O procedimento é indicado para pacientes com fibrilação atrial não valvar que têm contraindicação ou alto risco no uso prolongado de anticoagulantes.
A estratégia atua na prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC), ao bloquear o apêndice atrial esquerdo — área do coração com maior propensão à formação de coágulos em pacientes com arritmias —, reduzindo a chance de trombos se desprenderem e alcançarem a circulação cerebral.
Foto: Divulgação
Protocolo amplia investigação em casos de INOCA e MINOCA
Outro avanço foi a implantação de um protocolo de investigação funcional para casos de INOCA (Isquemia com Artérias Coronárias Não Obstrutivas) e MINOCA (Infarto do Miocárdio com Artérias Coronárias Não Obstrutivas). Nessas condições, os pacientes podem apresentar dor torácica, sinais de isquemia ou até infarto, mesmo sem obstruções significativas nas artérias coronárias.
Com o uso do sistema CoroFlow, o serviço de Hemodinâmica passa a avaliar parâmetros como a reserva de fluxo coronariano, a resistência microvascular e a resposta a testes provocativos para espasmo coronariano. Segundo o hospital, a abordagem permite identificar com maior precisão a origem dos sintomas, orientar um tratamento mais personalizado e reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares e internações recorrentes.
Foto: Divulgação
Equipe conduziu intervenções com apoio de especialista
Os procedimentos foram realizados pela equipe de Hemodinâmica do Hospital Márcio Cunha, formada pelos cardiologistas intervencionistas Dr. Pedro Paulo Neves de Castro, Dr. Marco Antônio Nazaré Castro, Dr. Guilherme Abreu Nascimento, Dr. Otávio Sales e Dr. Bernardo Arantes Nascimento. As ações contaram com o apoio do especialista Dr. Felipe Maia, que atua em hospitais do Rio de Janeiro e é preceptor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O planejamento das intervenções também teve a participação do cardiologista Dr. Milton Henriques.
Hospital destaca inovação e segurança do paciente
De acordo com o HMC, as iniciativas reforçam o compromisso com a inovação, a qualificação permanente das equipes e a incorporação de tecnologias que ampliam a segurança dos pacientes e a precisão diagnóstica, consolidando o hospital como referência regional em assistência cardiovascular de alta complexidade.
Hospital Márcio Cunha
O Hospital Márcio Cunha é um hospital geral de alta complexidade com mais de 60 anos de atuação. A instituição possui 558 leitos e três unidades, sendo uma exclusiva para tratamento oncológico. Segundo o hospital, atende uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500 médicos em 58 especialidades.
O HMC presta serviços em áreas como ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular e oncologia adulto e infantil, entre outras. No último ano, foram cerca de 5.580 partos, aproximadamente 35 mil internações, mais de 17 mil cirurgias e mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.
O hospital foi o primeiro do país a ser acreditado em nível de excelência (ONA III) pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, é classificado pela revista norte-americana Newsweek, por sete anos consecutivos, entre as melhores unidades hospitalares do Brasil, sendo o 6º em Minas Gerais.