Flávio pede ao STF que declare Moraes suspeito em caso sobre Vorcaro

Defesa alega falta de imparcialidade e cita contrato entre o Banco Master e escritório de Viviane Barci; senador também quer que requerimento de Lindbergh Farias vá para inquérito relatado por André Mendonça.

05/06/2026 às 14:51 por Redação Plox

Defesa cita contrato do Banco Master com o escritório da esposa de Moraes para afastá-lo de pedido sobre o filme Dark Horse

Defesa cita contrato do Banco Master com escritório da esposa do ministro para tentar afastá-lo de pedido sobre o filme Dark Horse

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (5), que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar um pedido que tenta incluí-lo em investigação relacionada à atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O caso envolve suspeitas levantadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre recursos destinados ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. ([VEJA][1])

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


Banco Master

A defesa de Flávio contesta o requerimento apresentado por Lindbergh e afirma que Moraes não teria imparcialidade para decidir sobre fatos ligados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Os advogados citam contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro, como argumento para sustentar o pedido de suspeição. ([VEJA][1])

Na petição, a defesa afirma que não aponta irregularidade na contratação, mas sustenta que a relação profissional entre o Banco Master e o escritório poderia comprometer a distância necessária do magistrado em relação ao caso. Flávio também pede que o requerimento de Lindbergh seja remetido ao inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça, que apura suspeitas envolvendo a negociação entre Banco Master e BRB. ([VEJA]

O pedido de Lindbergh

O pedido de Lindbergh, apresentado em maio, solicita que Flávio e Jair Bolsonaro sejam incluídos no inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Segundo o parlamentar petista, há suspeita de que recursos negociados para o financiamento do filme Dark Horse possam ter sido usados, total ou parcialmente, para custear ações internacionais contra autoridades brasileiras. ([Metrópoles][2])

Procuradoria-Geral da República (PGR)

Moraes já havia encaminhado o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR), dando prazo para manifestação sobre a possível ampliação da investigação. O inquérito tem relação com a ação contra Eduardo Bolsonaro, que virou réu no STF pelo crime de coação no curso do processo. ([Agência Brasil][3])

A PGR já pediu a condenação de Eduardo Bolsonaro. Nas alegações finais, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ex-deputado teria atuado para pressionar autoridades brasileiras por meio de sanções estrangeiras. Agora, o próximo passo é a análise do pedido de suspeição apresentado por Flávio e da manifestação da PGR sobre a ampliação da investigação. ([Agência Brasil]

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a