Bancada evangélica repudia Eduardo Bueno por fala contra voto de evangélicos

Frente Parlamentar Evangélica afirma que declaração do escritor é ofensiva, discriminatória e afronta a Constituição ao defender restrição por motivo de fé

06/02/2026 às 08:51 por Redação Plox

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) divulgou, nesta quarta-feira (4), uma nota de repúdio às declarações do historiador e escritor gaúcho Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, que afirmou em vídeo que evangélicos não deveriam ter o direito de votar e fez ataques ao segmento religioso nas redes sociais.

Eduardo Bueno, o Peninha

Eduardo Bueno, o Peninha

Foto: Reprodução/YouTube Buenas Ideias


No comunicado, a bancada afirma que as falas do escritor são ofensivas e atingem milhões de brasileiros em razão de sua fé. A FPE ressalta que, em suas declarações, Peninha disse que evangélicos “elegem uma escumalha perigosa e violenta”, o que, para o grupo, reforça o teor discriminatório do conteúdo divulgado.

FPE vê ataque à democracia e à liberdade religiosa

Segundo a nota, as declarações de Eduardo Bueno têm caráter discriminatório e afrontam princípios democráticos ao relacionar a fé de um segmento religioso ao direito de votar. Ao defender que evangélicos sejam impedidos de participar do processo eleitoral, o historiador, na avaliação da frente, deslegitima um direito fundamental previsto na Constituição Federal.

A FPE destaca ainda que o direito ao voto é garantido pela Constituição a todos os cidadãos, sem qualquer distinção religiosa, e associa as falas de Peninha a uma tentativa de excluir parte da população da vida pública em razão de suas crenças.

Defesa do mandato de parlamentares apoiados por evangélicos

No documento, a Frente Parlamentar Evangélica também sai em defesa de deputados e senadores eleitos com apoio do segmento evangélico, afirmando que esses representantes exercem mandatos legítimos, conferidos pelo voto popular, e que atuam de forma constitucional e democrática em nome de milhões de brasileiros.

As manifestações da FPE ocorreram após a divulgação de um vídeo no canal de Eduardo Bueno no YouTube, no qual o historiador afirma que evangélicos deveriam se limitar ao culto e ao templo e não participar da política institucional.

Eduardo Bueno, o Peninha

Eduardo Bueno, o Peninha


No conteúdo, ele defende que o voto de fiéis evangélicos deveria ser proibido e questiona a presença desse grupo no processo eleitoral, ao argumentar que eles não escolhem nem mesmo seus líderes religiosos e, por isso, não deveriam votar para cargos como vereador, deputado, senador ou presidente.

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