PF recebe R$ 20 milhões para combate a crimes ligados à mineração; Ipatinga está entre as bases atendidas

Recursos do acordo de reparação do rompimento da barragem de Fundão vão financiar viaturas, comunicação e tecnologia para ampliar operações contra extração ilegal na Bacia do Rio Doce

06/02/2026 às 06:22 por Redação Plox

O Ministério de Minas e Energia anunciou um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões para reforçar as ações de repressão e investigação de crimes minerários conduzidas pela Polícia Federal em Minas Gerais.

A destinação do montante tem como foco intensificar o combate a organizações criminosas e à extração ilegal de minérios em áreas impactadas pelo desastre.

A destinação do montante tem como foco intensificar o combate a organizações criminosas e à extração ilegal de minérios em áreas impactadas pelo desastre.

Foto: Divulgação


Os recursos são oriundos do Acordo Judicial de Reparação firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015. A destinação do montante tem como foco intensificar o combate a organizações criminosas e à extração ilegal de minérios em áreas impactadas pelo desastre.

Atuação concentrada no Vale do Rio Doce

A execução do projeto ficará a cargo da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, com foco operacional na própria Superintendência e nas Delegacias de Governador Valadares, Ipatinga e Juiz de Fora. Essas unidades atendem cerca de 200 municípios da Bacia do Rio Doce, que somam aproximadamente 3,1 milhões de habitantes, incluindo comunidades ribeirinhas e territórios vulneráveis diretamente afetados pelo rompimento da barragem.

Três frentes para modernizar o combate a ilícitos minerários

O investimento será distribuído em três eixos estratégicos voltados à modernização da atuação da PF na região:

Mobilidade e comunicação: aquisição de viaturas especializadas, veículos blindados, guincho caracterizado e modernização da rede de comunicação crítica, com atualização do sistema TETRA.

Tecnologia e inteligência: uso intensivo de drones, sensoriamento remoto, inteligência geoespacial e computadores de alta performance para análise de grandes volumes de dados, ampliando a capacidade de monitoramento e de identificação de áreas de garimpo ilegal.

Capacidade pericial: reforço técnico em geologia, engenharia de minas e avaliação de danos ambientais, com o objetivo de tornar mais robustas as provas produzidas nas investigações sobre extração irregular de minérios.

Expansão da capacidade operacional na região

Com o novo aporte, a previsão é de um aumento de 30% na capacidade operacional da Polícia Federal no enfrentamento a crimes minerários no Vale do Rio Doce. Também é esperada uma ampliação de 30% na área geoespacial fiscalizada e um incremento de 25% no número de operações preventivas e repressivas voltadas ao combate à mineração ilegal.

A medida busca garantir responsabilização penal e desmantelar estruturas criminosas de forma mais eficiente, em complemento às ações regulatórias e preventivas de outros órgãos de fiscalização. A expectativa é de maior efetividade na proteção do patrimônio mineral da União e na preservação do meio ambiente, especialmente nas regiões afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão.

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