Banco do Brasil lança Pix na Argentina e mira expansão para outros países

Nova função permite que brasileiros paguem compras por QR Code com conversão automática: débito em reais e repasse ao comerciante em pesos argentinos, com tributos exibidos antes da confirmação

06/03/2026 às 17:23 por Redação Plox

O Banco do Brasil passou a oferecer, nesta sexta-feira (06/03/2026), uma nova funcionalidade que permite a brasileiros pagar compras na Argentina usando Pix, por meio da leitura de QR Code e com conversão automática de moeda. A solução foi desenvolvida em parceria com o Banco Patagonia, instituição argentina controlada pelo BB, e integra a estratégia de ampliar os meios de pagamento disponíveis para clientes em viagens internacionais.

Banco do Brasil lança o Pix na Argentina e quer expandir a ferramenta

Banco do Brasil lança o Pix na Argentina e quer expandir a ferramenta

Foto: Bruno Peres | Agência Brasil


Na prática, trata-se de uma modalidade de “Pix no exterior”, voltada inicialmente para o uso em estabelecimentos na Argentina. O pagamento é feito pelo próprio aplicativo bancário que o usuário já utiliza no Brasil, bastando escanear o QR Code do comércio participante.

Como funciona o Pix do BB na Argentina

A operação foi estruturada para que o cliente brasileiro seja debitado em reais, enquanto o comerciante na Argentina receba o valor da venda em pesos argentinos. Todo o fluxo de conversão cambial e liquidação é realizado pelo Banco do Brasil em conjunto com o Banco Patagonia.

Durante o processo de pagamento, o aplicativo exibe a conversão e informa, na tela de confirmação, os tributos aplicáveis à transação. Dessa forma, o usuário consegue visualizar o custo total antes de concluir a compra e comparar com outras formas de pagamento, como cartão internacional ou dinheiro em espécie.

Posicionamento do Banco do Brasil

De acordo com informações veiculadas a partir de conteúdo da Reuters, o vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do Banco do Brasil, Felipe Prince, destacou em nota que o lançamento do Pix no exterior reforça a presença internacional do banco e sua aposta em inovação em meios de pagamento.

As publicações apontam ainda que a Argentina é o primeiro mercado a receber a funcionalidade e que o Banco do Brasil avalia levar a solução a outros países das Américas, além de Europa e Ásia, priorizando regiões com grande circulação de brasileiros.

Impactos para consumidores

Para turistas e brasileiros que vivem ou circulam com frequência pela Argentina, a novidade tende a simplificar pagamentos no dia a dia. A possibilidade de usar Pix em lojas físicas reduz a dependência de dinheiro em espécie e, em alguns casos, do cartão internacional.

Como o valor é convertido automaticamente e os custos aparecem antes da confirmação, o consumidor ganha mais previsibilidade na comparação entre diferentes meios de pagamento. As repercussões do anúncio ressaltam, porém, que há incidência de IOF nas operações de câmbio, o que influencia o valor final da compra.

Efeitos no comércio e no setor de pagamentos

Para o varejo argentino que recebe muitos brasileiros, a solução pode facilitar vendas e atrair clientes que preferem pagar com Pix, já acostumados ao uso do sistema no Brasil. A ferramenta também tende a aumentar a competitividade no ecossistema de pagamentos, pressionando maquininhas, adquirentes e fintechs a desenvolver alternativas semelhantes voltadas ao público estrangeiro.

Se confirmada a expansão para outros mercados, o chamado Pix no exterior pode ganhar escala em rotas frequentes de turismo e negócios, impactando hábitos de consumo e a forma como brasileiros lidam com câmbio para gastos do dia a dia fora do país.

Próximos passos e possíveis expansões

Nos próximos dias, o Banco do Brasil deve detalhar pontos operacionais, como a lista de estabelecimentos participantes, eventuais limites de uso, regras específicas e condições de câmbio para o usuário final. As informações divulgadas até o momento trazem apenas o desenho geral do funcionamento.

Do lado do mercado, a atenção se volta para os próximos países que podem receber a solução e para o grau de integração com outros bancos e aplicativos. A proposta mencionada nas publicações é que o recurso seja acessível a qualquer usuário do Pix, mesmo que não seja correntista do Banco do Brasil, dependendo do arranjo firmado e das funcionalidades disponíveis em cada app.

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