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A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) avalia reforçar o esquema de segurança do ministro André Mendonça, com a possibilidade de incluir escolta para a esposa e os filhos em deslocamentos. A discussão ocorre no contexto de processos considerados sensíveis sob a relatoria do ministro, segundo publicações desta sexta-feira (06).
André Mendonça
Foto: Antonio Augusto/STF
De acordo com as informações divulgadas, a Polícia Judicial do STF procurou o gabinete de André Mendonça para tratar da necessidade e viabilidade de estender a proteção — hoje concentrada nos ministros — aos familiares do magistrado.
A medida em estudo prevê acompanhamento em deslocamentos de esposa e filhos, e é vinculada ao ambiente de pressão e risco em torno de casos de grande repercussão no Supremo. As reportagens citam, como exemplos de temas sensíveis, investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS.
Até o momento desta apuração, não foi localizado comunicado oficial do STF detalhando se a decisão já foi tomada ou qual seria o formato do eventual reforço de segurança aos familiares. A ampliação da proteção permanece descrita, nas publicações consultadas, como medida em avaliação.
O que está relatado é uma tratativa interna da Polícia Judicial com o gabinete do ministro para discutir “necessidade” e “viabilidade” de estender o esquema de segurança, com foco específico em proteção com escolta para a família de André Mendonça.
Caso seja confirmada, a mudança pode alterar protocolos de segurança do STF, ampliando o escopo de proteção para além dos ministros, ao menos em situações específicas. A inclusão de familiares nos esquemas de escolta tende a envolver mais agentes, planejamento de rotas e definição de critérios de risco para a atuação da Polícia Judicial.
A ampliação também insere o tema na discussão mais ampla sobre ameaças e pressões contra autoridades do Judiciário em casos de alta repercussão, sobretudo em investigações com potencial impacto político e econômico.
Entre os próximos passos, está a verificação se o STF ou a assessoria do ministro André Mendonça divulgarão nota confirmando a extensão da escolta e em quais condições — como caráter temporário, permanente ou condicionado a análise de risco.
Também será relevante observar se haverá formalização da medida por meio de ato interno, como norma ou portaria, ou se o reforço permanecerá restrito a protocolos operacionais da Polícia Judicial. A eventual adoção de escolta para familiares de ministro do STF tende a repercutir no meio político e institucional, com questionamentos sobre critérios, custos e precedentes.