Governo Lula deve enviar ao Congresso projeto com urgência para acabar com escala 6x1
Proposta articulada pelo Ministério do Trabalho prevê jornada máxima de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários, mas enfrenta resistência na Câmara
06/04/2026 às 14:11por Redação Plox
06/04/2026 às 14:11
— por Redação Plox
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O governo Lula deve enviar ainda nesta semana ao Congresso Nacional um projeto de lei com urgência constitucional para encerrar a escala de trabalho 6x1. A iniciativa busca acelerar a tramitação de um tema considerado sensível e que já enfrenta resistência dentro da própria Câmara dos Deputados.
Projeto do governo sobre jornada de trabalho deve chegar ao Congresso nos próximos dias •
Foto: Agência Brasília
Proposta do governo prevê 40 horas semanais e dois dias de descanso
Articulada pelo Ministério do Trabalho, a proposta se apoia em três pontos: jornada máxima de 40 horas por semana, garantia de dois dias de descanso e manutenção dos salários. No Planalto, a estratégia é forçar uma tramitação rápida e evitar que o assunto se prolongue em negociações.
Câmara sinaliza preferência por discutir mudanças via PECs
Na Câmara, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) defende que o debate seja feito a partir das propostas de emenda à Constituição que já tramitam na Casa. Esse caminho tende a ser mais lento, mas dá ao Legislativo maior controle sobre o formato final do texto.
CCJ ouve setor produtivo para medir impacto econômico
Enquanto o governo se prepara para encaminhar o projeto, a Comissão de Constituição e Justiça realiza nesta semana uma audiência com representantes do setor produtivo — incluindo indústria, comércio, agro e transporte — para avaliar possíveis impactos econômicos. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), tenta buscar um equilíbrio entre a pressão social e a viabilidade econômica, em meio à resistência de entidades empresariais e ao aumento da pressão governamental pela redução da jornada.
Duas propostas concentram o debate na Casa
Atualmente, duas propostas concentram as discussões na Câmara: uma que prevê semana de quatro dias de trabalho e outra que reduz a carga semanal para 36 horas. As duas dependem de mudanças constitucionais, o que tende a ampliar o tempo e a burocracia da tramitação.