Petro pede ao Brasil extensão do Pix para a Colômbia e critica sanções dos EUA

Presidente colombiano afirma que o crime organizado contorna o OFAC e diz que o mecanismo virou instrumento de controle político.

06/04/2026 às 11:56 por Redação Plox

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu ao Brasil que estenda à Colômbia o sistema de pagamentos instantâneos Pix. Na mesma publicação, feita no X, ele voltou a criticar a lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), dos Estados Unidos, afirmando que o mecanismo “já não é uma arma contra o narcotráfico” e que, segundo ele, o crime organizado “zomba” da lista.

Pedido para ampliar o Pix e crítica à lista de sanções

Gustavo Petro e Lula

Gustavo Petro e Lula

Foto: Fotos: Ricardo Stuckert/PR


– Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia. Tomara que deixe de considerar a lista da OFAC, que já não funciona – escreveu o presidente colombiano.

Gustavo Petro

Na avaliação de Petro, criminosos conseguem contornar as sanções dos Estados Unidos e operar a partir de centros financeiros como Dubai, onde, segundo ele, “vivem no luxo”.

Acusações de uso político e defesa de governança global

O presidente colombiano também afirmou que a OFAC estaria sendo usada para perseguir oposições políticas e classificou o mecanismo como “um sistema aberrante de controle político”. No mesmo texto, defendeu o que chamou de governança global democrática e criticou conflitos internacionais, dizendo que “nenhuma guerra é boa”.

Política antidrogas e críticas à atuação dos EUA

Petro ainda comentou a política antidrogas e alegou que líderes do narcotráfico operam fora da Colômbia com proteção indireta de acordos judiciais. Segundo ele, chefes de grupos armados vivem no exterior, ampliam operações para outros mercados e evitam extradição.

Na mesma publicação, o colombiano também fez críticas à atuação dos Estados Unidos em conflitos internacionais.

*AE

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