Banqueiro preso entrega proposta de delação à PGR em apuração de fraudes no Banco Master

Defesa de Daniel Vorcaro apresentou o acordo sob sigilo; material será analisado por PGR e PF e ainda depende de homologação no STF pelo ministro André Mendonça.

06/05/2026 às 16:45 por Redação Plox

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou nesta terça-feira (5) uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da Polícia Federal (PF).

A expectativa é que Vorcaro delate políticos e magistrados que, segundo a apuração, tiveram algum tipo de relacionamento ilegal com ele. O documento entregue está sob sigilo


Defesa de Daniel Vorcaro, entregou, nesta terça-feira (5), uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da Polícia Federal (PF).

Foto: Divulgação/Banco Master


PGR e PF analisam proposta e podem pedir mais informações

Com a entrega da proposta, PGR e PF passarão a analisar o material e poderão solicitar informações adicionais caso considerem algum ponto incompleto. Os investigadores também poderão marcar o depoimento de Vorcaro.

Na sequência, os benefícios previstos no acordo deverão ser discutidos. Não há prazo para a conclusão dessa análise, e o entendimento segue na fase de negociação.

Homologação dependerá do STF

Para ter validade, a proposta precisará ser homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre fraudes no Banco Master.

Vorcaro está preso em Brasília e é alvo da Operação Compliance Zero

Daniel Vorcaro está preso na superintendência da PF em Brasília. No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

Segundo o texto, André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação indicarem que Vorcaro deu ordens diretas a outros acusados para intimidar jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.

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