PF e PGR avaliam delação de dono do Banco Master; acordo pode chegar ao STF

Proposta de colaboração de Daniel Vorcaro é analisada no caso Master para verificar fatos novos e possibilidade de comprovação por documentos; segundo a CNN, etapa pode levar mais de dois meses.

06/05/2026 às 12:22 por Redação Plox

A proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entrou agora na fase de avaliação pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Segundo o Metrópoles e o Poder360, a defesa entregou às autoridades anexos em um pen drive, com os pontos que o investigado pretende apresentar no âmbito das apurações do caso Master. (Metrópoles)

PF e PGR avaliam delação de dono do Banco Master; acordo pode chegar ao STF

Foto: Agência Brasil


O material ainda não significa que o acordo foi fechado.

O material ainda não significa que o acordo foi fechado. Nesta etapa, PF e PGR devem verificar se os relatos trazem fatos novos, se há elementos úteis para as investigações e se as declarações podem ser comprovadas por documentos, registros, gravações, imagens ou outros elementos de corroboração. A CNN informou que essa análise pode levar mais de dois meses. (CNN Brasil)


Depois da triagem, os investigadores podem pedir esclarecimentos, novas provas e depoimentos complementares antes de uma decisão sobre o avanço da negociação. Caso a PGR considere que a colaboração tem utilidade para o caso, o acordo poderá ser formalizado e enviado ao Supremo Tribunal Federal para homologação.


A palavra final, nessa fase judicial, caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. A análise do Supremo não confirma automaticamente a veracidade dos fatos narrados pelo colaborador; o controle judicial se concentra na legalidade, regularidade e voluntariedade do acordo, além das condições formais da colaboração.

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, no contexto da Operação Compliance Zero. De acordo com a Polícia Federal, a operação começou para apurar suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo a possível fabricação de carteiras de crédito sem lastro por instituição financeira, que teriam sido vendidas a outro banco. (Serviços e Informações do Brasil)

A investigação também avançou sobre o Banco de Brasília.

A investigação também avançou sobre o Banco de Brasília. Em 16 de abril, a PF deflagrou a quarta fase da Compliance Zero para apurar suposto esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, expedidos pelo STF. (Serviços e Informações do Brasil)

Outro personagem central do caso

Outro personagem central do caso, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, também foi preso em abril. Segundo a Agência Brasil, ele é suspeito de ter descumprido práticas de governança para facilitar negócios sem lastro entre o banco público e o Banco Master. O caso segue em apuração, e eventual acordo de colaboração dependerá da validação das informações pelas autoridades responsáveis. (Agência Brasil)



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