Presidente da Usiminas fala sobre necessidade de política antidumping
Plano foi apresentado pelo presidente Marcelo Chara em meio a alerta sobre pressão competitiva do aço chinês e necessidade de reforçar a competitividade da operação no Brasil.
O governo prepara uma nova fase do Desenrola Brasil voltada a pessoas adimplentes que, apesar de manterem as contas em dia, enfrentam taxas de juros elevadas no mercado. A iniciativa também deve alcançar trabalhadores informais.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a nova linha de crédito deve ser anunciada até o início de junho.
Governo prepara uma nova fase do programa Desenrola Brasil para pessoas adimplentes, mas que, apesar de manterem as contas em dia, sofrem com as altas taxas de juros do mercado.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, do Canal Gov, nesta quarta-feira (6), Durigan disse que o governo tem um olhar cuidadoso para quem trabalha na informalidade e acaba exposto a condições de crédito mais caras.
Ele não tem uma renda fixa por mês, ele não tem um salário recorrente, ele tem que ir lá ganhar o seu dia a dia de maneira muito pontual, de maneira muito errática. E ele é quem mais toma juros caros no país
Dario Durigan
Na última segunda-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população que ganha até cinco salários mínimos — hoje, R$ 8.105.
De acordo com o governo, será possível negociar débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O programa é uma reformulação da política anterior e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo.
A nova iniciativa também prevê renegociar dívidas de estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo Durigan, os estudantes adimplentes também devem ser contemplados na próxima fase.
Durigan negou que o Desenrola estimule o não pagamento de dívidas e afirmou considerar justo que os adimplentes recebam algum tipo de estímulo. Para ele, o alto endividamento é consequência do “período duro” da pandemia e da falta de políticas do governo anterior, com desemprego alto, estagnação da renda das famílias e a ausência de reajuste do salário mínimo.
O ministro afirmou que a intenção é fomentar a adimplência e reforçou que o programa não deve ser visto como uma medida recorrente. Ele também defendeu que o momento é de renegociar e pagar dívidas, incluindo incentivos ao bom pagador — tanto para estudantes do Fies em dia quanto para quem enfrenta juros altos mesmo mantendo os pagamentos.