Dólar abre em queda, e petróleo recua com tensão no Golfo pressionando mercados
Às 9h10, moeda americana caía 0,13% a R$ 4,9058; bloqueio do Estreito de Ormuz elevou a atenção dos investidores, enquanto o Brent baixava 3,74% a US$ 110,16.
06/05/2026 às 08:57por Redação Plox
06/05/2026 às 08:57
— por Redação Plox
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O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (6) em queda. Por volta das 9h10, a moeda recuava 0,13% e era cotada a R$ 4,9058. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Petróleo reage a impasse entre EUA e Irã
O mercado segue acompanhando o impasse entre Estados Unidos e Irã, que mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz e pressiona os preços do petróleo. Por volta das 17h, o barril do Brent — referência internacional — caía 3,74%, a US$ 110,16.
Ambev dispara na bolsa após balanço do trimestre
Na bolsa, o destaque foi a Ambev, com alta de mais de 15% — a segunda maior valorização em um único dia desde a criação da companhia, em 1999. A empresa reportou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre, avanço de 2,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo Carnaval no Brasil.
Além disso, o presidente-executivo da empresa, Carlos Lisboa, afirmou que o ano deve ser positivo para o setor, impulsionado pela sequência de feriados prolongados e pela Copa do Mundo.
Como estão os acumulados de dólar e Ibovespa
Dólar
Acumulado da semana: -0,80%;
Acumulado do mês: -0,80%;
Acumulado do ano: -10,51%.
Ibovespa
Acumulado da semana: -0,30%;
Acumulado do mês: -0,30%;
Acumulado do ano: +15,91%.
Detalhes do resultado e projeções da Ambev
A Ambev divulgou mais cedo lucro líquido de R$ 3,89 bilhões no primeiro trimestre e informou a distribuição de cerca de R$ 700 milhões em juros sobre capital próprio, com pagamento previsto até dezembro.
Analistas do Itaú BBA avaliaram que a Copa pode sustentar o momento positivo da Ambev e que a melhora dos fundamentos neste ano pode destravar o potencial de valorização das ações da companhia.
O desempenho dos três primeiros meses de 2026 vem após a empresa ter citado, no fim do ano passado, problemas com clima desfavorável ao consumo de cerveja como um dos principais fatores de preocupação.
Em conferência com analistas sobre os resultados, Lisboa disse nesta terça-feira que a companhia espera arrefecimento de custos a partir do segundo trimestre e que está confiante no cumprimento das estimativas para as operações de cerveja no Brasil ao longo deste ano.
A Ambev projeta crescimento do custo dos produtos vendidos por hectolitro da operação de cerveja no Brasil entre 4,5% e 7,5% em 2026, excluindo depreciação, amortização e o marketplace do grupo.
Trégua no Oriente Médio fica sob risco e tensão aumenta no Golfo
A frágil trégua na guerra no Oriente Médio ficou ameaçada nesta terça-feira (5), um dia após Estados Unidos e Irã trocarem agressões no Golfo Pérsico, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou em uma postagem nas redes sociais que as violações do cessar-fogo de quatro semanas pelos EUA “e seus aliados” colocaram em risco o transporte marítimo e o fluxo de energia pela hidrovia. Apesar da declaração, foi Teerã quem fechou o Estreito de Ormuz e atacou navios comerciais durante a guerra.
Sabemos bem que a continuação da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos
Mohammad Baqer Qalibaf
As Forças Armadas dos EUA informaram na segunda-feira que destruíram seis pequenos barcos iranianos, além de mísseis de cruzeiro e drones, após o presidente Donald Trump enviar a Marinha para escoltar navios-tanque retidos no estreito, em uma operação chamada de “Projeto Liberdade”.
A tensão seguiu na tarde de terça-feira, quando Trump fez novas ameaças ao Irã e disse que o país “será varrido da face da Terra” caso ataque navios dos EUA. A declaração foi dada em entrevista à emissora americana Fox News.
O republicano também afirmou, na Truth Social, que o Irã atacou embarcações de países “não relacionados” à operação militar liderada pelos EUA no Estreito de Ormuz, incluindo um cargueiro sul-coreano.
Segundo o presidente, além do navio sul-coreano, não houve danos a outras embarcações que passaram pelo estreito até o momento.
Bolsas globais sobem apesar do cenário de tensão
Os mercados globais operaram em alta nesta terça-feira, mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio.
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam no positivo: o Dow Jones subiu 0,73%, o S&P 500 avançou 0,81% e o Nasdaq teve ganho de 1,03%.
Na Europa, o movimento também foi de recuperação. O Stoxx 600 fechou em alta de 0,7%, após registrar, na véspera, sua maior queda em um mês. Entre as principais bolsas, o CAC 40, de Paris, avançou 1,08% e o DAX, de Frankfurt, subiu 1,71%, enquanto o FTSE 100, de Londres, ficou na contramão e recuou 1,40%.
Na Ásia, os mercados da China, Japão e Coreia do Sul permaneceram fechados por feriados locais, o que reduziu o volume de negociações na região.