Governo avalia nova etapa do Desenrola para quem está em dia, mas paga juros altos

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, equipe econômica estuda uma segunda rodada com possível linha específica para trabalhadores informais; anúncio pode ocorrer entre o fim de maio e o começo de junho.

06/05/2026 às 11:48 por Redação Plox

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o governo avalia lançar uma nova etapa do Desenrola Brasil voltada a pessoas que estão com as contas em dia, mas pagando juros altos, além de contemplar trabalhadores informais.

  • Em entrevista à EBC, Durigan disse que a equipe econômica estuda uma “segunda rodada” do programa para atender quem está adimplente e, segundo ele, enfrenta condições mais caras de crédito, com atenção especial ao público informal.
    O ministro da Fazenda, Dario Durigan •

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan •

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


Nova fase mira adimplentes e trabalhadores informais

Nós estamos estudando uma segunda rodada para quem está adimplente e tem juros altos. Aqui, seja uma pessoa que é informal, por exemplo. O informal no país, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado, ele não tem uma renda fixa por mês, então ele não tem um salário recorrente, ele não tem uma loja em que ele tem um histórico de recorrência, de recebimento. Ele tem que lá ganhar o seu dia a dia de maneira muito pontual, de maneira muito errática. E ele é quem mais toma juros caros no país. E nós estamos estudando uma linha pros informais para ser anunciada no fim de maio, começo de junho

Dario Durigan

Segundo o ministro, a proposta em estudo inclui uma linha voltada aos informais, com previsão de anúncio entre o fim de maio e o começo de junho.

Programa foi relançado nesta semana

O novo Desenrola, lançado pelo governo na última segunda-feira (4), tem como objetivo beneficiar brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). A iniciativa abrange dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos, incluindo débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

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