Operação mira fraudes no “Tigrinho” e bloqueia R$ 11 milhões; nove são investigados

Polícia Civil do DF cumpriu oito mandados de busca no DF e em outros estados e apura esquema que teria simulado ganhos em apostas para induzir vítimas nas redes sociais.

06/05/2026 às 12:44 por Redação Plox

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (6), uma operação contra um esquema suspeito de fraudes em plataformas de apostas virtuais, incluindo jogos conhecidos como “Tigrinho”. A ação, conduzida pela 18ª Delegacia de Polícia, de Brazlândia, cumpriu oito mandados de busca no Distrito Federal e em Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia, além de determinar o bloqueio de R$ 11 milhões nas contas dos investigados. ([PCDF][1])


Operação mira fraudes no “Tigrinho” e bloqueia R$ 11 milhões; nove são investigados

Foto: Youtube


De acordo com a PCDF

De acordo com a PCDF, nove pessoas são investigadas por suposta participação em uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, atuação em diferentes regiões do país e uso de tecnologia para ocultar identidades. A corporação afirma que o grupo usava recursos como servidores proxy e contas “demo” para simular ganhos elevados e induzir vítimas ao erro pelas redes sociais. ([PCDF][1])

Segundo a Polícia Civil

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram avanço após uma busca realizada em julho de 2024 na casa de um influenciador digital em Brazlândia. A partir daí, os policiais identificaram uma rede com ligação com plataformas estrangeiras, operadores responsáveis pela criação de contas, uso de CPFs de terceiros e execução das fraudes. ([PCDF][1])

Conforme reportagem do Metrópoles

Conforme reportagem do Metrópoles enviada à redação, dois dos nomes citados no caso são Roberth Lucas, de 24 anos, e Eduarda Cavalcante, de 21, apontados como influenciadores que exibiam nas redes sociais uma rotina de luxo, com viagens, dinheiro em espécie e compras de alto valor. Ainda segundo a reportagem, investigadores analisaram vídeos em que os suspeitos apareciam ostentando notas de R$ 100 e divulgando supostos ganhos em plataformas de apostas.

A PCDF informou

A PCDF informou que os links divulgados direcionavam seguidores para ambientes manipulados, onde os valores eram desviados sem a realização real de apostas. O grupo, segundo a corporação, teria movimentado e lavado cerca de R$ 11 milhões no período investigado. Um dos investigados chegou a registrar média diária de aproximadamente R$ 48 mil em transações. ([PCDF][1])


Os investigados poderão responder por organização criminosa e estelionato. A Polícia Civil informou que as apurações continuam, especialmente com a análise dos materiais apreendidos durante a operação, e não descartou novos desdobramentos no inquérito. ([PCDF][1])

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a