Surto de hantavírus em cruzeiro deixa 3 mortos; navio é impedido de desembarcar
Governo da Suíça informou que um passageiro infectado está em tratamento em Zurique após retornar da viagem; embarcação com quase 150 pessoas segue parada perto de Cabo Verde.
06/05/2026 às 07:22por Redação Plox
06/05/2026 às 07:22
— por Redação Plox
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Um homem infectado com o hantavírus está sendo tratado em Zurique, na Suíça, informou o governo nesta quarta-feira (6).
Segundo o comunicado, o paciente voltou ao país depois de ter sido passageiro do cruzeiro onde ocorre um surto do vírus. A embarcação, que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde, já registrou ao menos três mortes.
Cruzeiro com casos de hantavírus
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Atraque nas Ilhas Canárias é rejeitado
Nesta terça-feira (5), o Ministério da Saúde da Espanha afirmou que o navio atracaria nas Ilhas Canárias. Porém, nesta quarta-feira, o líder do arquipélago, Fernando Clavijo, rejeitou o desembarque.
OMS aponta possibilidade rara de transmissão entre pessoas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que pode ter ocorrido um incidente raro de transmissão de hantavírus entre humanos a bordo de um navio de cruzeiro que está na costa da África. Três pessoas morreram.
Após uma expedição à Antártica, passageiros foram confinados em seus quartos. O cruzeiro partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em março, com quase 150 pessoas, entre passageiros e tripulantes.
Desde então, a embarcação está parada perto de Cabo Verde, na costa africana, sem permissão para desembarque. Ao todo, sete pessoas adoeceram. Três morreram — um casal de holandeses e um alemão. Um britânico está na UTI, na África do Sul.
Como ocorre o contágio
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados e pode causar problemas respiratórios graves.
A OMS considera que o casal pode ter sido infectado antes do embarque. Outros passageiros também podem ter sido expostos durante excursões para observação de aves. Ainda assim, a entidade não descarta a possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa.
Como a transmissão entre humanos não é comum, a agência de saúde da ONU ressaltou que o risco para a população em geral é baixo.
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