Luiz Phillipi Machado, o “Sicário” citado em investigações de Vorcaro, morre em BH nesta sexta-feira (6/3)
Defesa afirma que o óbito foi declarado às 18h55, após o encerramento do protocolo de morte encefálica no Hospital João XXIII; PF havia informado que ele atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia
07/03/2026 às 07:08por Redação Plox
07/03/2026 às 07:08
— por Redação Plox
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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário” e citado em investigações ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, morreu na noite de sexta-feira, 6 de março de 2026, em Belo Horizonte. A defesa confirmou o óbito, informando que a morte foi declarada às 18h55, após o encerramento do protocolo de morte encefálica no Hospital João XXIII.
'Sicário' de Daniel Vorcaro faleceu nesta sexta-feira (6/3) em Belo Horizonte
Foto: Redes sociais / Reprodução
Prisão, internação e tentativa de suicídio
De acordo com relatos divulgados por veículos de imprensa, Mourão estava internado desde que foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal informou, em nota divulgada na quarta-feira (4/3/2026), que ele atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, recebeu socorro imediato, foi atendido pelo SAMU e seria encaminhado à rede hospitalar.
A morte, confirmada pela defesa e repercutida por diferentes publicações, ocorre após dias de informações desencontradas sobre o estado clínico do investigado. As versões tornadas públicas variaram entre “quadro gravíssimo”, “morte encefálica” e negativas anteriores sobre o óbito.
Posicionamentos oficiais e confirmação do óbito
Na nota de 4 de março, a Polícia Federal afirmou que o preso havia atentado contra a própria vida sob custódia, que houve tentativa de reanimação e atendimento do SAMU, e que o caso foi comunicado ao gabinete do ministro relator no STF. A corporação também informou que abriria procedimento interno para apurar as circunstâncias do episódio e que entregaria registros em vídeo às autoridades competentes.
Já a defesa, por meio de informações repassadas à imprensa, relatou que o óbito foi declarado às 18h55 de 6 de março de 2026, após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado por volta de 10h15 do mesmo dia, e que o corpo seria encaminhado ao IML.
Até a última verificação mencionada na apuração original, não havia boletim médico público do Hospital João XXIII detalhando o quadro clínico de Mourão. Os horários e etapas do protocolo de morte encefálica aparecem atribuídos à defesa em reportagens.
Repercussão para investigação e custódia
A morte de Mourão, apontado como operador de um suposto núcleo de monitoramento e intimidação, tende a impactar o curso das investigações relacionadas a Daniel Vorcaro. A ausência do réu pode alterar a dinâmica de depoimentos e diligências, além de reforçar a necessidade de preservar e analisar com rigor as provas já coletadas, como mensagens, registros e materiais apreendidos.
Como a tentativa de suicídio ocorreu dentro de uma unidade da Polícia Federal, o procedimento de apuração anunciado pela própria instituição ganha relevância adicional. Devem entrar em foco os protocolos de vigilância, a atuação das equipes responsáveis pela custódia e o atendimento emergencial prestado ao preso.
Em Belo Horizonte e em Minas Gerais, o caso mobiliza estruturas locais — Superintendência da PF, atendimento do SAMU e Hospital João XXIII — e gera repercussão imediata, sobretudo pelo fato de envolver um investigado relacionado a um esquema de alta complexidade sob investigação federal.
Próximos passos e desdobramentos esperados
A Polícia Federal informou que abrirá procedimento para esclarecer as circunstâncias da tentativa de suicídio e da morte de Mourão e que há registros em vídeo que serão disponibilizados às autoridades competentes.
A expectativa é de que novas informações surjam a partir da atuação do IML e de eventuais manifestações formais dos órgãos responsáveis pela custódia e pela investigação, como PF e STF. Essas etapas devem ser decisivas para elucidar as condições em que se deu o episódio envolvendo Luiz Phillipi Machado, o “Sicário” de Vorcaro, morto em BH nesta sexta-feira (6/3).